Volume de stablecoins no Brasil dispara 480 vezes em seis anos, impulsionado por debates regulatórios e a CBDC Drex
Em novembro de 2025, o mercado brasileiro de stablecoins registrou um recorde de R$ 37,6 bilhões em volume negociado, segundo levantamento divulgado pelo portal Portal do Bitcoin. Esse pico representa um salto de 480 vezes em relação ao início de 2019, quando o total girava em torno de R$ 0,75 bilhão. Ao somar os seis anos de crescimento, o volume acumulado ultrapassa R$ 361 bilhões, reforçando a posição do país como um dos maiores consumidores de criptoativos da América Latina.
A ascensão das stablecoins tem coincidido com a intensificação das discussões sobre a moeda digital do Banco Central, a Drex. Em março de 2025, o Banco Central lançou o primeiro piloto da Drex, envolvendo 15 instituições financeiras e 30 milhões de usuários cadastrados. O relatório preliminar do piloto apontou que 22 % das transações realizadas utilizavam stablecoins como ponte para a conversão em Drex, sugerindo uma sinergia crescente entre os dois ecossistemas.
O principal operador de exchanges no país, Mercado Bitcoin, divulgou em seu relatório trimestral de janeiro de 2026 que o número de contas ativas que movimentam stablecoins subiu para 3,4 milhões, um aumento de 68 % em relação ao mesmo período de 2025. A plataforma também registrou um crescimento de 35 % no volume diário médio de stablecoins, atingindo R$ 1,9 bilhão por dia em fevereiro de 2026.
No âmbito regulatório, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou, em dezembro de 2025, a instrução 617/2025, que estabelece requisitos de transparência e governança para emissores de stablecoins que operem no Brasil. A norma exige divulgação mensal de reservas, auditorias independentes e limites de concentração de ativos, visando mitigar riscos de liquidez e proteção ao investidor. Desde sua implementação, 12 emissoras já se adequaram, representando 74 % do volume total de stablecoins negociado no país.
Esses indicadores apontam para uma consolidação do mercado de stablecoins no Brasil, enquanto a Drex avança em sua fase de testes e a CVM aperfeiçoa o marco regulatório.
O volume de transações de cripto ativos permanece em alta no último trimestre.
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