XRP Ledger avança rumo à criptografia quântica enquanto o Brasil prepara sua CBDC
O protocolo XRP Ledger anunciou que iniciará, ainda no primeiro semestre de 2026, a fase de testes ativos de algoritmos resistentes a ataques de computadores quânticos. O cronograma, divulgado em documento interno da fundação que administra a rede, detalha que os novos esquemas de assinatura digital serão avaliados em ambientes de produção a partir de março de 2026, com metas de implementação completa até o final de 2027.
No Brasil, a agenda de segurança digital ganha destaque com a expectativa de lançamento da moeda digital do Banco Central, a Drex, prevista para o segundo semestre de 2024. Autoridades monetárias têm enfatizado que a resistência a vulnerabilidades avançadas, incluindo a computação quântica, será requisito básico para a infraestrutura da CBDC. Em entrevista ao *Banco Central*, o diretor de Tecnologia, Alexandre Leal, afirmou que “os testes de resistência quântica em blockchains internacionais servem como referência para os protocolos internos da Drex”.
A maior corretora de criptoativos do país, Mercado Bitcoin, já registrou um volume diário médio de R$ 2,1 bilhões nos últimos 30 dias, segundo relatório de 2024 da própria empresa. Em comunicado divulgado em junho, a plataforma indicou que está avaliando a integração de ativos que adotem padrões de criptografia pós-quântica, como o XRP, para ampliar a proteção dos fundos de seus usuários. O executivo de compliance da exchange, Fernanda Souza, destacou que “a adoção de tecnologias resilientes é alinhada às diretrizes recentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”.
A CVM, por sua vez, publicou em abril de 2024 a Instrução 611, que estabelece requisitos de governança e segurança para emissores de criptoativos que operam no mercado brasileiro. Entre as exigências, está a comprovação de que os sistemas de assinatura digital sejam capazes de resistir a futuros avanços computacionais, incluindo a computação quântica. Analistas do setor apontam que a convergência entre as iniciativas da CVM, o desenvolvimento da Drex e os testes da XRP Ledger pode acelerar a adoção de padrões de segurança avançados no ecossistema nacional.
O volume negociado nas exchanges brasileiras manteve‑se em torno de R$ 2,1 bilhões na última semana.
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