
Recentemente, Robbie Mitchnick, responsável pelos ativos digitais da BlackRock (贝莱德), declarou em entrevista pública que os clientes de Bitcoin (BTC) da BlackRock não assumem o compromisso de que o Bitcoin se tornará a principal ferramenta de pagamento global, tratando‑o sobretudo como ouro digital e não como meio de pagamento. No momento, o foco está mais na capacidade de armazenamento de valor do Bitcoin do que na viabilidade de transações cotidianas. *(No Brasil, os pagamentos mais utilizados são PIX (instantâneo 24 h) e TED, ambos em BRL.)*
Bitcoin não é a escolha preferencial para pagamentos globais
Robbie Mitchnick afirmou que, embora alguns investidores vejam o Bitcoin como “ouro digital”, a maioria dos clientes institucionais não considera o uso diário para pagamentos ao decidir alocar esse ativo. Em um podcast no YouTube, ele explicou:
- “Para nós e para a maioria dos nossos clientes, não há realmente um caso de rede de pagamentos global garantido.”
- “Isso se parece mais com ‘valor de opção sem lucro, apenas expectativa especulativa de alta’.”
Mitchnick enfatizou que isso não significa que o Bitcoin jamais entrará no cenário de pagamentos; apenas a lógica de investimento atual favorece o armazenamento de valor em vez da funcionalidade de pagamento. *(No Brasil, a verificação de identidade (KYC) costuma exigir CPF + RG ou CNH.)*
Neste artigo compilamos as declarações mais recentes do responsável por ativos digitais da BlackRock, analisamos por que as instituições ainda tratam o Bitcoin como ouro digital e não como ferramenta de pagamento global, e discutimos quais avanços tecnológicos são críticos para viabilizar seu uso em pagamentos. Entender a lógica subjacente ajuda a posicionar corretamente o Bitcoin em estratégias de alocação e nas possíveis aplicações futuras. Continue a leitura.
Necessidade de avanços tecnológicos
Mitchnick acredita que, para que o Bitcoin desempenhe um papel maior nos pagamentos, os seguintes progressos técnicos são indispensáveis:
- Escalabilidade do Bitcoin – aumentar a capacidade de processamento da cadeia principal e reduzir as taxas de transação.
- Rede Lightning – amadurecimento da Lightning Network para possibilitar pagamentos off‑chain instantâneos e de baixo custo.
- Sustentabilidade das soluções de camada 2 – especialmente os modelos roll‑up, que precisam demonstrar robustez econômica a longo prazo.
Em agosto de 2024, o relatório da Galaxy Research apontou que, embora as redes de camada 2 sejam altamente esperadas para melhorar a eficiência dos pagamentos, a sustentabilidade de algumas soluções roll‑up ainda gera dúvidas.
O rápido crescimento das stablecoins
Em comparação ao Bitcoin, as stablecoins têm penetrado de forma mais marcante nos cenários de pagamento. Em entrevista ao podcast *Coin Stories*, conduzido por Natalie Brunell, Mitchnick destacou:
- As stablecoins apresentam “enorme adequação ao mercado de produtos” para transferência de valor.
- Seu uso já ultrapassa as negociações cripto e DeFi, avançando gradualmente para remessas de varejo, pagamentos corporativos transfronteiriços e liquidação em mercados de capitais.
Direções potenciais de expansão das stablecoins
- Remessas de varejo: oferecer soluções de baixo custo e liquidação em tempo real para indivíduos que enviam dinheiro ao exterior.
- Pagamentos corporativos: ajudar empresas multinacionais a reduzir riscos de volatilidade cambial.
- Liquidação de mercados de capitais: acelerar o processo de pós‑negociação de valores mobiliários.
Visões de mercado
Catherine Wood, CEO da ARK Invest, declarou recentemente que a velocidade de expansão das stablecoins superou as expectativas, sendo essa a principal razão para a revisão de sua projeção de preço do Bitcoin para 2030. Wood explicou:
- “As stablecoins estão substituindo parte dos papéis que originalmente atribuíamos ao Bitcoin.”
- Ela havia previsto que o Bitcoin poderia atingir US$ 1,500,000 (aprox. R$ 8.250.000) até 2030, mas, diante da ampla adoção das stablecoins, reduziu a estimativa em cerca de US$ 300,000 (aprox. R$ 1.650.000).
Lembre‑se de que ganhos acima de R$ 35.000 por mês devem ser declarados à Receita Federal, com alíquota entre 15 % e 22,5 %.
De forma semelhante, Rif Collins, co‑fundador da Tether (USDT), afirmou em entrevista à *Cointelegraph* em setembro que, até 2030, “todas as moedas” podem evoluir para a forma de stablecoins, impulsionando a total migração das atividades financeiras para a blockchain.
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Conclusão
Em suma, os clientes de Bitcoin da BlackRock atualmente encaram o BTC mais como um ativo de reserva de valor do que como um meio confiável de pagamento global. Para que o cenário de pagamentos seja adotado em larga escala, ainda são necessários avanços tecnológicos e um marco regulatório mais claro. Paralelamente, as stablecoins estão rapidamente conquistando participação de mercado graças às suas características de pagamento, tornando‑se a escolha preferencial para transações transfronteiriças e pagamentos corporativos.
Para análises adicionais sobre a perspectiva dos clientes da BlackRock em relação ao futuro dos pagamentos em Bitcoin, acompanhe as próximas reportagens da Bitaigen (比特根).

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