Analisamos, sob a perspectiva técnica e ecológica, a implementação de contratos inteligentes privados da Aztec sobre o Ethereum. O artigo primeiro descreve a arquitetura colaborativa entre zkRollup, PXE e AVM, explicando como as provas de conhecimento‑zero geradas localmente são postadas de forma segura na cadeia, e compara essas soluções com as limitações das moedas anônimas tradicionais, ajudando o leitor a identificar os pontos de inovação. Em seguida, apresentaremos casos de uso; continue a leitura.
Visão geral do projeto Aztec
Aztec se posiciona sobre o Ethereum como uma rede de camada 2 baseada em zkRollup, oferecendo simultaneamente privacidade e programabilidade. Diferente de um simples token de transferência anônima ou de uma solução de escalabilidade que apenas aumenta o throughput, Aztec incorpora a privacidade já na camada de contratos inteligentes, permitindo que desenvolvedores trabalhem, no mesmo contrato, com estado criptografado e estado público. O objetivo é reproduzir a experiência completa de contratos inteligentes do Ethereum, ao mesmo tempo impedindo que informações sensíveis sejam observadas por terceiros.
Nota de localização: Para participar de leilões públicos ou adquirir $AZTEC, os pagamentos são aceitos via PIX (instantâneo 24 h), TED, sempre em BRL. O processo de verificação (KYC) requer CPF + RG ou CNH. Caso haja ganhos financeiros, lembre‑se de que a Receita Federal exige declaração de rendimentos acima de R$ 35.000 por mês, tributados entre 15 % e 22,5 %.
Arquitetura central da AZTEC: colaboração entre PXE e AVM
Aztec divide o ambiente de execução em duas áreas que não se sobrepõem.
- Ambiente de Execução Privado (PXE), lido como “pixie”, é um conjunto de bibliotecas que rodam localmente no dispositivo do usuário. Quando o usuário invoca uma função privada de um contrato, todo o cálculo ocorre offline; o PXE gerencia as chaves, atualiza o estado privado e gera a prova de conhecimento‑zero. Os dados sensíveis permanecem exclusivamente no cliente, e a cadeia registra apenas a prova, que atesta que um determinado evento ocorreu sem revelar detalhes.
- Aztec Virtual Machine (AVM) reside na cadeia, de forma análoga à Ethereum Virtual Machine (EVM), e trata das funções públicas. Quando um contrato contém lógica que deve ser exibida no livro‑razão público, a AVM executa essas operações.
A comunicação entre eles é unidirecional: a transação inicia no PXE e, depois, pode enfileirar chamadas públicas para a AVM; já as funções públicas não podem chamar de volta funções privadas. Esse desenho garante privacidade enquanto permite que aplicativos privados interajam com protocolos financeiros descentralizados públicos, ao contrário de projetos como Monero ou Zcash, que oferecem apenas transferências anônimas sem contratos inteligentes composáveis.
Modelo bimodal de estado privado e público
Aztec utiliza duas formas de gerenciamento de estado, de acordo com a natureza da privacidade dos dados.
- Estado privado segue o modelo UTXO (Unspent Transaction Output), semelhante ao Bitcoin. As informações confidenciais são armazenadas como “notas” criptografadas em uma árvore Merkle apenas de inserção. Ao gastar, a nota original não é removida; em vez disso, um nullifier correspondente é escrito em outra árvore, indicando que a nota foi consumida sem revelar qual nota específica. Observadores externos veem apenas “uma nota foi nullificada”, sem conseguir associar ao conteúdo original.
- Estado público adota o modelo tradicional baseado em contas, como no Ethereum, permitindo leitura e gravação públicas de saldos e armazenamento de contrato.
Essa combinação oferece flexibilidade aos desenvolvedores DeFi: dentro do mesmo contrato, pode‑se usar UTXO para manter a privacidade de ativos e detalhes de transação, ao mesmo tempo que se expõe, via modelo de contas, informações agregadas como pools de liquidez.
Abstração de contas nativa e mecanismo de múltiplas chaves
Aztec representa cada conta como um contrato inteligente, abandonando o conceito de Externally Owned Account (EOA) do Ethereum. A lógica de verificação e autorização da conta é totalmente customizável. Implementações comuns incluem:
- Assinaturas de transação usando biometria (impressão digital, FaceID etc.);
- Login via provedores de identidade Web2, como Google OAuth;
- Definição de limites diários, múltiplas assinaturas ou timelocks para controlar gastos.
Além disso, Aztec introduz um sistema de múltiplas chaves mais elaborado que a simples chave‑par:
- Nullifier Key para consumir notas do estado privado;
- Incoming Viewing Key que permite ao destinatário descriptografar a nota recebida;
- Signing Key gerenciada pelo contrato de conta, usada para assinar transações.
Para evitar ataques de correlação entre aplicativos, Aztec aplica isolamento por aplicação (app‑siloing): a Nullifier Key só pode ser usada dentro de um contrato específico, de modo que, mesmo que a chave de um aplicativo seja comprometida, a segurança nas demais aplicações permanece intacta. Contudo, vale notar que essas chaves de camada de protocolo não podem ser alteradas após a implantação da conta; se vazarem, será necessário criar uma nova conta do zero.
Origem e evolução tecnológica
Aztec não nasceu como um projeto de privacidade. Em 2017, a equipe fundadora buscava criar produtos financeiros tradicionais para o mercado de dívida privada, mas encontrou um obstáculo: a transparência inerente ao blockchain impedia a confidencialidade necessária. Essa limitação levou a equipe a focar no desenvolvimento de tecnologias de privacidade que suportassem tais instrumentos financeiros.
Esse ponto de inflexão resultou na invenção do PLONK, um sistema de provas de conhecimento‑zero genérico que hoje é a solução SNARK mais amplamente adotada no ecossistema blockchain, servindo de base para inúmeros projetos. Paralelamente, a equipe lançou a linguagem Noir, projetada especificamente para escrever circuitos de conhecimento‑zero e contratos inteligentes.
Do conceito ao mainnet, Aztec consumiu quase oito anos de pesquisa e desenvolvimento, superando inúmeros desafios para combinar computação privada e pública dentro do mesmo ambiente.
Linha do tempo do projeto


Comparação de funcionalidades entre Ethereum L1 e Aztec L2

Visão geral do token $AZTEC
$AZTEC é um token ERC‑20 emitido na cadeia principal Ethereum, com três funções principais:
- Staking: serve como garantia para operar nós Sequencer;
- Governança: detentores podem votar em decisões da rede;
- Pagamento de taxas: as operações na rede Aztec são cobradas em Mana, que é convertido periodicamente para $AZTEC segundo a taxa divulgada pelos Sequencers.
O suprimento total é de 10.350.000.000 unidades. A leilão público disponibilizou no máximo 14,95 % do total, com preço base calculado a partir de uma avaliação totalmente diluída (FDV) de US$ 350 milhões (≈ R$ 1,925 bilhões), representando cerca de 75 % de desconto em relação à última rodada de financiamento de capital.
A alocação dos tokens é a seguinte (percentual):
Para operar um nó Sequencer, a exigência mínima de staking é de 200.000 $AZTEC. O Sequencer organiza a ordem das transações e gera blocos, cobrando taxas em Mana que são convertidas em receita $AZTEC. A estrutura de taxas incorpora um mecanismo de deflação: em períodos de congestionamento ou alta demanda por privacidade, são aplicados prêmios de privacidade ou multiplicadores de congestionamento; essas taxas adicionais são posteriormente queimadas, compensando a inflação gerada pelas recompensas de staking.

Diferenças em relação a outros projetos de privacidade
Os projetos de privacidade existentes podem ser agrupados em duas categorias: aqueles que oferecem apenas transferências anônimas sem capacidade de programação, e aqueles focados em escalabilidade que não tratam privacidade. Aztec combina os benefícios de ambos: funciona como uma plataforma completa de contratos inteligentes programáveis, com a privacidade incorporada na própria arquitetura, não como um módulo adicional.
A separação entre PXE e AVM, o modelo UTXO para estado privado, o fluxo de execução unidirecional, a abstração nativa de contas e o sistema de múltiplas chaves constituem um conjunto de características que praticamente não encontram concorrentes diretos no mercado. Além disso, as contribuições da equipe em PLONK e Noir reforçam a credibilidade técnica da Aztec.
Ainda resta observar se a solução conseguirá oferecer privacidade de ponta a ponta ao mesmo tempo em que mantém alta composabilidade. O desenvolvimento de oito anos já levou o projeto da testnet para uma mainnet com usuários reais e capital movimentado; os próximos 12‑18 meses serão críticos para validar a sustentabilidade em ambientes de produção.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é a rede Aztec?
Aztec é uma camada 2 zkRollup baseada no Ethereum, focada em privacidade, que utiliza provas de conhecimento‑zero para possibilitar contratos inteligentes com execuções privadas e públicas.
Como a Aztec garante privacidade na cadeia?
Dividindo a computação entre o PXE (privado, local) e a AVM (público, on‑chain); os dados sensíveis permanecem no dispositivo do usuário, enquanto a cadeia registra apenas a prova.
Quais são os principais usos do token $AZTEC?
Staking de nós Sequencer, participação na governança da rede e pagamento de taxas de operação.
Qual é o suprimento total de $AZTEC?
O fornecimento inicial é de 10.350.000.000 tokens.
O que é PXE?
PXE (lê‑se “pixie”) é a biblioteca que roda no cliente, responsável pelos cálculos privados e pela geração das provas de conhecimento‑zero.
Quem inventou o PLONK?
Foi desenvolvido pela equipe liderada por Zac Williamson, co‑fundador e CEO da Aztec Labs.
Quanto $AZTEC é necessário para operar um Sequencer?
O valor mínimo de staking é 200.000 tokens $AZTEC.
A rede Aztec é descentralizada?
Desde o início, o projeto planejou um mecanismo descentralizado de produção de blocos, diferentemente de muitas L2 que iniciam com Sequencers centralizados.
Como é definido o preço base do leilão público de tokens?
Baseia‑se em uma avaliação totalmente diluída de US$ 350 milhões (≈ R$ 1,925 bilhões), representando um desconto de aproximadamente 75 % em relação à última rodada de financiamento de equity.
Quando a mainnet da Aztec deve ser lançada?
A expectativa é concluir o rollout completo entre 2025 e 2026, começando pela fase Ignition Chain e, em seguida, habilitando transações para usuários finais.
Aviso Fiscal: Caso você obtenha ganhos ao negociar ou receber $AZTEC, lembre‑se de que a Receita Federal exige a declaração de rendimentos superiores a R$ 35.000 por mês, com alíquotas entre 15 % e 22,5 %.
Com isso, concluímos a revisão sistemática dos pontos centrais do Aztec (AZTEC) e de sua plataforma de contratos inteligentes privados. Para aprofundar, consulte os artigos temáticos anteriores da Bitaigen (比特根) ou siga os links adicionais abaixo. Boa exploração das tecnologias de privacidade em blockchain!
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