Nos últimos quatro dias, realizei uma série de experimentos como LP na Polymarket, acumulando cerca de US$ 6.000 de recompensas Sponsored LP (≈ R$ 33.000) e US$ 2.000 de lucro líquido em trades (≈ R$ 11.000). Com base nessa experiência prática, organizei todo o processo de market‑making em módulos: seleção de mercado, posicionamento de ordens, controle de posição, mitigação de risco e gerenciamento de tempo. Essa abordagem não é a única solução, mas, considerando o tamanho de capital, a tolerância ao risco e o tempo disponível, tem se mostrado relativamente robusta e eficiente.

Na redação da Bitaigen compilamos o fluxo prático de LP na Polymarket, analisando em detalhe a triagem de mercados, o layout de ordens, a gestão de posição e o controle de risco. Por meio de casos reais, ajudamos o leitor a dominar rapidamente técnicas eficazes de market‑making, oferecendo sugestões concretas de alocação de tempo e capital. Vale a leitura.
Observação: ganhos acima de R$ 35.000 por mês são tributáveis (15 % a 22,5 %) e devem ser declarados à Receita Federal.
Para depósitos e saques, são aceitos pagamentos via PIX (instantâneo 24 h), TED, em BRL. O processo de KYC requer CPF + RG/CNH.
1. Primeiro escolha o mercado, depois fale de market‑making
A qualidade do mercado costuma determinar metade do retorno total. Um contrato de qualidade costuma apresentar as seguintes características:
- Alto volume e spread apertado: grande quantidade de negociações combinada com um spread naturalmente estreito reduz o slippage, estabiliza o livro de ofertas e aumenta a probabilidade de receber recompensas de market‑making.
- Data de evento bem definida: resultados esportivos, anúncios de políticas ou publicações previstas são exemplos de eventos com prazo fixo, facilitando a previsão e a alocação antecipada de posição, diminuindo a incerteza provocada por oscilações aleatórias.
- Existência de “períodos calmos”: em momentos de pouca notícia ou volatilidade reduzida (como madrugada ou antes do início oficial de um evento), a amplitude de preço costuma ser limitada, permitindo que as ordens fiquem mais próximas do preço de mercado.
- Densidade de incentivos maior que a liquidez: ao medir “recompensa por dólar de liquidez fornecida”, quando a recompensa está concentrada em relação à liquidez, o retorno total de market‑making tende a ser mais expressivo.
2. Princípios fundamentais do market‑making
1. Ordens bilaterais (YES + NO)
Mantenha sempre ordens de compra (YES) e venda (NO) simultaneamente ao redor do preço médio. O objetivo se resume a três pontos: capturar o spread, obter incentivos e preservar a elegibilidade ao programa de market‑making. A natureza das ordens bilaterais é fornecer liquidez, não apostar em direção.
2. Evitar acumulação unilateral de posição
Se as execuções tendem a concentrar‑se em um dos lados, o risco potencial está crescendo. Nesse caso, pode‑se:
- Colocar ordens contrárias perto do preço de mercado;
- Realizar merge para recolher liquidez;
- Executar trades à vista para restaurar o equilíbrio bilateral.
O ponto central é manter a posição neutra, evitando que o provedor de liquidez se transforme em especulador direcional.
3. Cancelar ordens proativamente em situações anômalas
Diante de notícias inesperadas, eventos críticos em tempo real ou volatilidade extrema, é recomendável ampliar o spread ou até pausar as ordens. Manter-se estritamente próximo ao preço de mercado nesses momentos costuma levar à absorção passiva da liquidez de terceiros; a disciplina de cancelar ordens costuma proteger melhor o retorno.
3. Layout de ordens em escada
Em vez de colocar um único grande pedido em cada lado, opte por uma estrutura “em escada”, distribuindo ordens em diferentes níveis de preço:
- Ordens pequenas próximas ao preço médio: spread estreito, alta probabilidade de execução, gerando taxas e recompensas contínuas.
- Ordens maiores mais afastadas: criam uma margem de proteção contra “sweep” rápido e deixam espaço para ajustes posteriores de posição.
Esse arranjo em camadas permite oferecer liquidez de forma constante, ao mesmo tempo que reduz a chance de ser “cortado” de forma precisa – especialmente importante quando se opera simultaneamente em vários mercados.

4. Gerenciamento dinâmico do spread
Defina inicialmente um spread de referência e ajuste‑o conforme o estado do mercado, estreitando ou alargando conforme necessário. A vantagem real não está em manter o spread no mínimo o tempo todo, mas sim em aproximar‑se do preço de mercado apenas em períodos seguros e estáveis.
- Aumento súbito de volatilidade: quando o preço salta rapidamente, alargue o spread para evitar ser “sweepado”.
- Notícias importantes ou eventos em tempo real: o mercado se repricia rapidamente; ajuste o spread de forma moderada ou suspenda as ordens, se preciso.
- Desequilíbrio de posição: se um lado está sendo executado com frequência, aumente o spread desse lado enquanto estreita o do outro, incentivando o retorno ao equilíbrio.
Em resumo, diante de incerteza, priorize ampliar o spread ou sair temporariamente; só volte a estreitar quando a volatilidade recuar.
5. Técnicas para equilibrar a posição
O desbalanceamento de posição é a raiz da maioria das falhas de market‑makers. Execuções unilaterais não significam “ganhar mais”, mas sim acumular risco direcional. As duas estratégias abaixo ajudam a restaurar rapidamente a neutralidade:
- Venda fracionada da posição unilateral: reduza o risco gradualmente, liberando capital ao mesmo tempo.
- Preencher a lacuna e fazer merge: quando as posições de YES e NO ficam assimétricas, compre o lado faltante e execute merge, eliminando risco e recuperando fundos.
Evitar tornar‑se “recebedor de liquidez”
Em situações como:
- Anúncios críticos ou eventos em tempo real;
- Períodos de liquidez extremamente baixa, com poucas execuções;
- Processos inesperados de descoberta de preço.
É prudente ampliar significativamente o spread, reduzir o tamanho das ordens ou pausar temporariamente, retornando somente quando o livro de ofertas normalizar.
6. Tempo dedicado e ritmo operacional
Esse framework não exige monitoramento 24 h, mas também não se resume a “colocar ordens e esquecer”. A maior parte do tempo pode ser automatizada, ainda assim é preciso estar pronto para reagir rapidamente a anomalias de mercado.
- Tempo ativo estimado: 10 %–20 %: inclui alocação de capital, ajustes na estrutura em escada, correções de spread e rebalanceamento de posição.
- Tempo passivo: 80 %–90 %: o sistema mantém as ordens, exigindo pouca supervisão.
Recomenda‑se manter uma janela de monitoramento no computador e habilitar notificações no celular; assim, qualquer movimento inesperado pode ser tratado imediatamente.

7. Ferramentas auxiliares recomendadas
- Betmoar (@betmoardotfun): focada em triagem de mercados e visualização de dados, permite identificar rapidamente contratos com alta densidade de recompensas. A exibição nativa de recompensas da Polymarket não é muito intuitiva; essa ferramenta melhora a eficiência da seleção.
- Polycule (Bot no TG): fornece rastreamento de carteira e notificações de trades, registrando alterações de posição para análises posteriores.
- PolyRewards (@PolyReward): consulta rápida de ganhos de recompensas, disponível em https://polyrewards.fun/.
Essas ferramentas não são obrigatórias, mas aceleram significativamente a obtenção de informações e a precisão das operações.

8. Conclusão
O plano de LP apresentado aqui reflete resultados obtidos por mim sob condições específicas de capital, tolerância ao risco e disponibilidade de tempo. Diferentes tamanhos de fundo, perfis de risco ou contextos de mercado podem gerar resultados bastante distintos; além disso, as regras de incentivo da Polymarket podem ser alteradas a qualquer momento. Espero que essa lógica sirva como referência para quem deseja operar como market‑maker na Polymarket. Para mais detalhes operacionais, acompanhe os próximos artigos da Bitaigen (比特根).

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