Neste artigo organizamos de forma sistemática os conceitos centrais do trading de contratos para iniciantes no universo cripto, destacando o princípio e os pontos operacionais do “short”, além de apontar cuidados de gerenciamento de risco. Por meio de exemplos simples, ajudamos você a identificar a direção do mercado rapidamente e a entender como obter lucro em cenários de queda. Nos capítulos seguintes, técnicas avançadas de prática esperam por você.
Como membro do ecossistema cripto, se você só conhece o trading à vista – compra de um ativo digital e espera sua valorização – provavelmente ainda é iniciante.
Na verdade, há mais de uma forma de operar. Além do mercado à vista, existe o trading de contratos. Esse tipo de operação foca na expectativa sobre o preço futuro dos criptoativos; seja em alta ou em baixa, se a sua previsão estiver correta, há oportunidade de lucro.
Os termos “alta” e “baixa” correspondem, respectivamente, a “long” (comprado) e “short” (vendido). Muitos investidores ainda têm dúvidas sobre “fazer short em cripto”. A seguir, explicamos de forma clara os conceitos básicos de long e short.

Entenda de uma vez por todas short e long no trading de cripto
1. Long (comprado)
Long consiste em comprar contratos quando se acredita que o preço do mercado futuro vai subir. O investidor adquire, ao preço de mercado atual, uma quantidade determinada de contratos e, ao observar a alta, encerra a posição vendendo‑a. O lucro vem da diferença entre o preço de compra e o preço de venda de encerramento.
Antes de abrir a posição, pode‑se usar a calculadora de contratos para estimar o resultado. Por exemplo: o preço justo atual é 8920 USDT (≈ 49 060 BRL), seleciona‑se a direção “long”, alavancagem de 20×, abre‑se 30 contratos com preço de abertura em 8920 USDT. Se a expectativa for que o preço suba para 9000 USDT (≈ 49 500 BRL) antes do fechamento, a calculadora exibirá o lucro estimado.
2. Short (vendido)
Short consiste em vender contratos quando se acredita que o preço do mercado futuro vai cair. O investidor vende (abre posição short) ao preço de mercado atual uma quantidade determinada de contratos e, ao observar a queda, fecha a posição comprando‑a de volta. O lucro vem da diferença entre o preço de venda e o preço de compra de encerramento.
Exemplo: o preço justo atual é 8911 USDT (≈ 49 011 BRL), espera‑se uma leve desvalorização e deseja‑se abrir um contrato de venda. Na calculadora, escolhe‑se a direção “short”, informa‑se a alavancagem, a quantidade de contratos, o preço de abertura e o preço de fechamento esperado; o sistema mostrará o lucro projetado. Para esclarecimentos detalhados, adicione o autor no WeChat.
O que observar ao fazer short em cripto?
1. Escolher pares com BTC para reduzir risco
Ao fazer short de moedas principais ou altcoins, pode‑se optar por pares cotados em BTC. Por exemplo, ao fazer short de LTC, escolha o par LTC/BTC em vez de LTC/USDT. Dessa forma, a moeda vendida é convertida em BTC, criando uma operação de hedge que diminui a exposição quando o BTC apresenta tendência unilateral.
O BTC é considerado o termômetro do mercado cripto; quando ele sobe de forma sustentada, outras moedas tendem a seguir. Usar pares em BTC para short ajuda a evitar esse efeito cascata. Se o BTC estiver lateralizado, o lucro não é impactado; mesmo que o BTC caia, o efeito sobre o short costuma ser mitigado, pois as demais moedas geralmente caem ainda mais.
2. Sempre definir stop‑loss e take‑profit
Muitos traders têm a mentalidade de “fechar a posição assim que houver lucro” e, ao mesmo tempo, evitam colocar stop‑loss, mantendo a operação aberta na esperança de ganhos maiores. Essa postura gera risco elevado. Já experimentei fechar com 10 % de lucro, mas manter a posição inteira em queda, o que acabou em liquidação antes de acionar o stop‑loss. Embora às vezes se consiga lucro forçando a manutenção, a longo prazo a estratégia não é sustentável.
Nas plataformas como Huobi, configurar stop‑loss e take‑profit é simples. Suponha que você esteja shortando BTC/USDT a 9000 USDT; define‑se meta de lucro de 20 % e perda máxima tolerada de 10 %. Assim, coloca‑se uma ordem de take‑profit em 7200 USDT e uma ordem de stop‑loss em 9900 USDT.
3. Registrar todas as operações com alavancagem
Em trades alavancados, o custo médio, o lucro/prejuízo e o valor a ser devolvido (principal + juros) são dados críticos. Se não houver registro, costuma‑se descobrir o resultado real apenas após a devolução dos empréstimos, podendo até achar que houve lucro quando, na prática, houve prejuízo.
O trading de contratos continua sendo altamente arriscado. Embora a alavancagem amplifique ganhos, ela também potencializa perdas. Investidores que buscam retornos elevados devem monitorar constantemente os riscos potenciais e evitar “correr atrás” de movimentos de preço sem análise.
Esta é a resposta detalhada para a pergunta “O que significa fazer short em criptomoedas? O que observar ao fazer short?”. Para aprofundar o tema “Entenda de uma vez por todas short e long no trading de cripto”, siga o Bitaigen (比特根) e leia os demais artigos relacionados.
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Adaptado ao público brasileiro:
- As exchanges que operam no Brasil normalmente aceitam pagamentos via PIX (instantâneo 24 h), TED e moeda BRL.
- É obrigatório passar por KYC utilizando CPF + RG ou CNH.
- Lembre‑se de que os ganhos obtidos com negociação de criptoativos acima de R$ 35.000 por mês devem ser declarados à Receita Federal e estão sujeitos à tributação de 15 % a 22,5 %.
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