Neste artigo analisamos os equívocos de avaliação e as dificuldades de sobrevivência que os projetos Web3 geralmente enfrentam, focando especialmente nos poucos casos pioneiros que conseguem lucrar, ajudando o leitor a esclarecer se deve continuar perseguindo hype ou se enraizar no desenvolvimento de produto. Quer entender o verdadeiro caminho para a sobrevivência? Continue lendo.
O equívoco da avaliação inflada
No universo Web3, muitos projetos só começam a provar a racionalidade de sua avaliação após a emissão de tokens (TGE), o que difere radicalmente da prática tradicional em que empresas precisam demonstrar potencial de crescimento antes do IPO. Como novos projetos surgem a todo momento, os detentores de tokens que não vêem os resultados esperados tendem a vender rapidamente, pressionando o preço dos tokens e reduzindo ainda mais o espaço de sobrevivência do projeto. Assim, a maioria das equipes direciona os recursos para especulação de curto prazo em vez de desenvolvimento de produto de longo prazo, gerando duas rotas difíceis de conciliar:
- Foco no produto: exige muito tempo de P&D, mas durante esse período perde a atenção do mercado, encurtando o ciclo de capital de giro;
- Foco na hype: o projeto tem uma fachada vistosa, porém carece de valor substancial, sendo incapaz de sustentar sua avaliação alta.
Independentemente da escolha, a incapacidade de validar a avaliação inicial pode levar ao colapso.

Visão do verdadeiro valor do 1% de ponta
Embora a maioria dos projetos não gere lucro, cerca de 1 % dos projetos líderes comprova a viabilidade dos modelos de negócios Web3 com receitas consideráveis. Projetos lucrativos como Hyperliquid e Pump.fun apresentam um índice preço‑lucro (PER) entre 1‑17 vezes (valor de mercado ÷ receita anual), bem abaixo da média de aproximadamente 31 vezes do S&P 500, indicando que esses projetos podem estar subvalorizados ou possuem fluxos de caixa excepcionais.
| Projeto | PER (2025) |
|------|-------------------|
| Hyperliquid |

|
| Pump.fun | — |
Esses dados revelam diretamente a falta de sustentação de receita que caracteriza os outros 99 % dos projetos.
Pontos principais
- Aproximadamente 99 % dos projetos Web3 não possuem fluxo de caixa; seus custos operacionais dependem principalmente de financiamento via tokens e aporte externo, e não de vendas de produtos.
- Emitir tokens muito cedo eleva drasticamente os custos de marketing, enfraquecendo a competitividade do produto central.
- O PER razoável dos 1 % de ponta demonstra que os demais projetos carecem de valor real.
- Eventos iniciais de geração de token (TGE) permitem que os fundadores “saiam” financeiramente antes mesmo de o projeto provar sua viabilidade, criando um ciclo de mercado distorcido.
- A “sobrevivência” de 99 % dos projetos está fundamentalmente ancorada na perda dos investidores, e não no lucro da empresa.
Pré‑requisito de sobrevivência: ter receita comprovada
“Ter capacidade de gerar receita comprovada é o pré‑requisito para a sobrevivência” — este é o alerta mais crítico no atual mercado Web3. À medida que o setor amadurece, investidores deixaram de perseguir visões vazias. Se um projeto não atrair usuários reais e não gerar vendas efetivas, os detentores de tokens venderão rapidamente.
O tempo que um projeto pode operar sem lucro é chamado de período de capital de giro. Mesmo sem receita, a equipe ainda precisa pagar salários, servidores e outras despesas fixas; a ausência de fontes de caixa legítimas torna a continuidade insustentável.

Sobreviver apenas com tokens e capital externo é uma solução temporária. Tanto a oferta total de tokens quanto o total de ativos têm limites bem definidos; quando o capital se esgota, o projeto só pode encerrar as atividades ou desaparecer silenciosamente.

De acordo com dados da Token Terminal, globalmente, apenas cerca de 200 projetos Web3 tiveram receita superior a 0,10 USD (≈ R$0,55) nos últimos 30 dias, o que significa que aproximadamente 99 % dos projetos não conseguem sequer cobrir custos básicos, e a viabilidade de seus modelos de negócio permanece não comprovada, encaminhando o setor para um declínio gradual.
Entendendo o ciclo distorcido através de casos
Ryan: Saída rápida centrada no TGE
Ryan obteve financiamento inicial vendendo NFTs antes mesmo de concluir o desenvolvimento do jogo, depois realizou um evento de geração de token (TGE) durante a fase protótipo e listou o token em uma exchange de médio porte. Após o listing, manteve o preço do token por meio de constante hype, ganhando tempo. Embora o jogo nunca tenha sido lançado e sua qualidade fosse questionável, os detentores de tokens venderam em massa, e Ryan, já com tokens desbloqueados e salários elevados, colheu ganhos enormes (Lembre‑se de que ganhos acima de R$35.000 por mês devem ser declarados à Receita Federal, com tributação entre 15 % e 22,5 %). Ao final, ele saiu do projeto rapidamente.
Jay: O custo de seguir o caminho tradicional de P&D
Em contraste, Jay optou por um caminho mais tradicional — dedicou todo o esforço ao desenvolvimento de um jogo AAA, planejando gerar receita apenas após o lançamento. Devido ao longo ciclo de desenvolvimento e ao alto consumo de capital, enfrentou uma crise de capital de giro antes de concluir o produto. Mesmo obtendo algumas rodadas de financiamento, acabou esgotando os recursos e foi forçado a fechar a empresa, sem obter lucro e ainda acumulando dívidas.
Esses dois casos mostram que, embora nenhum dos dois tenha entregue um produto bem‑sucedido, no ecossistema Web3 atual é muito mais fácil “cash‑out” antecipado usando avaliações infladas do que construir um modelo de negócios sustentável; o risco de falha recai, em última análise, sobre os investidores.
Conclusão
Retornando à pergunta inicial: Como 99 % dos projetos Web3 sem lucro conseguem sobreviver?
A resposta está no financiamento via tokens e aporte externo de curto prazo, sem receita comprovada que sustente a operação. Só quando um projeto conseguir transformar sua proposta em receita real é que deixará de depender de perdas dos investidores para permanecer.
Para análises mais aprofundadas sobre projetos Web3, procure os artigos anteriores da Bitaigen (比特根) ou continue lendo o conteúdo abaixo. Agradecemos o acompanhamento e o apoio contínuo.
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