
O mercado de derivativos do Bitcoin enviou recentemente um alerta claro: o índice de inclinação de opções subiu para 20 %, indicando que os traders estão extremamente cautelosos diante da atual recuperação. Ao mesmo tempo, o preço já retornou para a faixa de cerca de US$ 71,500, mas ainda há dúvidas se a queda anterior foi realmente superada.
Neste artigo analisamos a recente alta do preço do Bitcoin e a sutil divergência com o mercado de derivativos, destacando as mudanças na inclinação de opções e nas posições alavancadas, para ajudar o leitor a decidir se o movimento atual é apenas um aquecimento temporário ou um prenúncio de nova correção. Para entender os detalhes e os possíveis cenários futuros, continue a leitura.
Principais pontos
- A inclinação das opções subiu para 20 %, sinalizando que investidores profissionais estão mais apreensivos quanto a uma nova rodada de liquidação de capital.
- Embora o Bitcoin tenha reconquistado parte da queda de quinta‑feira, a demanda por alavancagem está fraca, o que impede que seu ganho acompanhe o desempenho do ouro ou das ações de tecnologia.
Desde a baixa de US$ 60.150 registrada na sexta‑feira passada, o Bitcoin acumulou alta de aproximadamente 17 %. Lembre‑se de que ganhos acima de R$ 35.000 por mês devem ser declarados à Receita Federal, com tributação entre 15 % e 22,5 %. Contudo, os dados de derivativos alertam que o mercado ainda precisa manter vigilância: a demanda por posições de compra próximas a US$ 70 000 permanece insuficiente. Vale notar que, nos últimos cinco dias, cerca de US$ 1,8 bilhão em contratos futuros alavancados longos foram liquidados compulsoriamente, sugerindo que grandes hedge funds ou market makers podem estar enfrentando risco de margem.

Valor acumulado das liquidações de contratos futuros de Bitcoin (USD) — fonte: CoinGlass
Ao contrário do colapso violento de 10 de outubro de 2025, que registrou US$ 4,65 bilhão em liquidações de futuros — recorde histórico — a recente queda se manifestou como pressão contínua ao longo de três semanas. Embora a falta de margem tenha forçado a liquidação de alguns contratos, o total de posições em aberto ainda cresce, com os compradores aumentando gradualmente suas exposições na faixa de US$ 70 mil a US$ 90 mil.

Volume total de contratos futuros de Bitcoin em aberto (BTC) — fonte: CoinGlass
Na sexta‑feira, a quantidade de contratos futuros de Bitcoin em aberto nas principais exchanges era de 527 850 BTC, praticamente estável em relação à semana anterior. Embora o valor nominal desses contratos tenha caído de US$ 44,3 bilhão para US$ 35,8 bilhão — queda de cerca de 20 % — esse decréscimo acompanha a queda de aproximadamente 21 % no preço do Bitcoin nos últimos sete dias. Os dados mostram que, mesmo com o preço em baixa, os compradores continuam aumentando suas posições.
Um dos indicadores críticos para avaliar se “baleias” ou market makers passaram a ser otimistas é a taxa de base dos futuros de Bitcoin, que mede a diferença entre o preço futuro e o preço à vista. Em condições neutras, a base anualizada deve ficar entre 5 % e 10 %, compensando o longo período de liquidação.

Prêmio anualizado dos futuros de Bitcoin com vencimento em dois meses — fonte: laevitas.ch
Na sexta‑feira, a base caiu para 2 %, o nível mais baixo em mais de um ano. Embora a demanda por alavancagem comprada ainda seja limitada, mesmo que o Bitcoin ultrapasse US$ 70 mil, a recuperação de confiança pode ser mais lenta entre os grandes players comparado aos investidores de varejo, especialmente considerando que o preço ainda está 44 % abaixo do recorde histórico.
Indicadores de derivativos do Bitcoin apontam medo extremo
No mercado de opções, a perda de confiança dos traders em relação ao Bitcoin se evidencia de forma marcante. A forte demanda por opções de venda (put) eleva o índice de inclinação, que ultrapassa 6 %; inversamente, quando o “medo de perder” (fear‑of‑missing‑out) começa a atuar, o prêmio das opções de compra (call) pode inverter a inclinação para valores negativos.

Inclinação das opções de Bitcoin de dois meses na Deribit (put‑call) — fonte: laevitas.ch
Até a sexta‑feira, a inclinação das opções chegou a 20 %, nível raro que costuma ser interpretado como sinal de pânico no mercado. Para efeito de comparação, em 21 de novembro de 2025 a inclinação era de 11 % quando o Bitcoin recuou de US$ 111 177 para US$ 80 620 em 20 dias, queda de cerca de 28 %. A atual baixa não tem um catalisador claro, o que faz o medo e a incerteza se acumularem naturalmente.
O consenso do mercado sugere que grandes market makers, exchanges ou hedge funds podem estar enfrentando risco de ruptura de suas cadeias de financiamento, o que corrói ainda mais a confiança dos investidores e indica espaço para novas quedas. Assim, a pressão compradora permanece fraca e os indicadores de derivativos continuam exibindo características de medo intenso.
Esta é a análise completa do Bitcoin (BTC) que, após uma venda histórica, voltou a US$ 71 500, mas ainda apresenta indicadores de derivativos fracos. Para acompanhar desdobramentos e outras notícias, siga as próximas publicações da Bitaigen (比特根).
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Observação de adaptação local
Para operações envolvendo Bitcoin no Brasil, os pagamentos podem ser realizados via PIX (instantâneo 24 h), TED ou em reais (BRL). O processo de verificação de identidade (KYC) normalmente exige CPF e RG ou CNH.
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