Observamos que, recentemente, o Bitcoin registrou uma recuperação notável após a forte injeção de capital em ETFs de spot, porém ainda há uma diferença significativa em relação à alta esperada pelo mercado. Este artigo analisará o impacto de fluxo de capital nos preços a curto prazo e combinará isso com o desempenho de ativos de refúgio tradicionais e macroeconômicos, ajudando os investidores a avaliar os riscos e oportunidades potenciais no horizonte.
O Bitcoin subiu após a grande entrada de recursos nos ETFs de spot, mas ainda está longe da meta de US$ 105.000 (≈ R$ 577.500), sendo um desafio alcançá‑la a curto prazo; os investidores precisam monitorar os riscos macro e o sentimento de mercado.
O Bitcoin (BTC) subiu 5,5 % na quarta‑feira, atingindo a maior alta em mais de 60 dias. Nos dias anteriores, os ETFs de spot registraram um ingresso acumulado de US$ 8,4 bilhões (≈ R$ 46,2 bilhões) na segunda e na terça‑feira. À medida que a tendência de alta do Bitcoin se torna mais clara, ainda resta observar se ele conseguirá novamente pressionar a marca de US$ 105.000 (≈ R$ 577.500) a curto prazo.

Evolução de preço comparada a ativos tradicionais
- Bitcoin recuperou-se para US$ 97.000 (≈ R$ 533.500), porém o mercado de derivativos ainda não confirmou uma continuação da alta.
- Em contraste, o Nasdaq, predominantemente composto por ações de tecnologia, ainda não superou a barreira de 26.000 pontos estabelecida no início de novembro de 2025.
- Ouro e prata atingiram novos máximos em 2026, indicando uma demanda ainda maior por ativos de refúgio tradicionais.

!Futuros do índice Nasdaq (esquerda) e BTC/USD (direita)
*Fonte: TradingView*
Sentimento no mercado de opções
O delta skew de opções de Bitcoin com vencimento em 30 dias fornecido pela Deribit (put – call) indica que os traders profissionais ainda estão cautelosos. O skew atual está em 4 %, igual ao de uma semana atrás, mostrando que, apesar da ruptura acima de US$ 96.000 (≈ R$ 528.000), o prêmio das opções de venda ainda domina, refletindo dúvidas quanto a superar a marca de US$ 100.000 (≈ R$ 550.000).

Riscos sociopolíticos que fream a alta
- Quando “baleias” e market makers adotam uma postura otimista, o skew costuma ficar negativo, indicando maior demanda por opções de compra. O skew ainda positivo revela que os vendedores ainda têm a vantagem.
- Nos últimos dois dias, posições vendidas alavancadas foram liquidadas em US$ 3,7 bilhões (≈ R$ 20,35 bilhões), marcando o maior volume de liquidações desde outubro de 2025.

!Valor liquidado em 12 horas nos contratos futuros de Bitcoin (em dólares)
*Fonte: CoinGlass*
Fatores geopolíticos
- Após protestos no Irã, o ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 25 % sobre importações de países que mantêm relações comerciais com o Irã, o que pode intensificar as tensões entre EUA, China e Índia.
- Simultaneamente, a intenção da administração Trump de exercer maior controle sobre a Groelândia também pressiona o sentimento dos investidores. O ministro da Defesa da Alemanha já declarou que, caso haja uma aquisição hostil, o país apoiará a Dinamarca.

Ambiente macro‑financeiro
- O yield dos títulos do Tesouro americano de dois anos recuou para 3,51 % na quarta‑feira, indicando maior busca por ativos seguros.
- O CPI dos EUA subiu 2,7 % em base anual, ainda acima da meta do Federal Reserve.
- Warren Buffett alertou sobre a incerteza no futuro da inteligência artificial; a Berkshire Hathaway elevou seu caixa para um recorde de US$ 381,7 bilhões (≈ R$ 2,1 trilhões).
- O Nasdaq caiu 1,6 % e as ações da Oracle (ORCL US) recuaram 5 % após credores alegarem que a empresa não divulgou a dívida adicional necessária para sua expansão em IA.
Com o aumento da incerteza, investidores têm reduzido a exposição a ações, diminuindo a aversão ao risco e, consequentemente, a demanda por criptoativos.
Conclusão
- Ainda não está claro se a tendência de queda de dois meses do Bitcoin chegou ao fim.
- As opções sugerem que o mercado duvida de uma recuperação rápida até US$ 105.000 (≈ R$ 577.500) no curto prazo.
- Por ora, os principais focos dos investidores permanecem nos riscos sociopolíticos, nas decisões do Fed entre crescimento econômico e controle inflacionário, e nas tensões geopolíticas.
Esta é a análise completa sobre o Bitcoin (BTC) que subiu devido ao grande fluxo de recursos nos ETFs de spot, mas ainda tem a meta de US$ 105.000 (≈ R$ 577.500) distante. Para análises mais aprofundadas sobre a movimentação de preço do Bitcoin, acompanhe outros artigos da Bitaigen (比特根)!
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