Bitcoin avança com alta dos índices norte‑americanos e movimenta cenário regulatório brasileiro
No dia 18 de abril de 2026, o índice S&P 500 ultrapassou a marca dos 7 mil pontos, fechando em 7 012, enquanto o Nasdaq registrou um aumento de 1,8 % na sessão, impulsionado por resultados trimestrais acima das expectativas. Analistas atribuem a alta a uma percepção de diminuição da tensão entre os EUA e o Irã, que se intensificou nas últimas duas semanas. O Morgan Stanley divulgou lucro de US$ 9,2 bilhões no trimestre, e o Bank of America reportou receita de US$ 30,1 bilhões, ambos citados como fatores que reforçaram o otimismo nos mercados de risco.
Esses indicadores globais coincidem com a retomada do Bitcoin, que ganhou cerca de 4,5 % nas 24 horas seguintes, aproximando‑se de níveis que poderiam sinalizar o fim do ciclo de baixa que se estendeu desde o final de 2024. A criptomoeda chegou a US$ 27 300 em exchanges internacionais, refletindo o fluxo de capitais que acompanha a melhora nos mercados acionários.
No Brasil, o Banco Central avançou com a fase piloto da moeda digital oficial, a Drex, que entrou em operação em 12 de março de 2026 em quatro cidades, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. O piloto prevê a circulação de até R$ 500 milhões em transações diárias, com foco em pagamentos de varejo e integração a carteiras digitais. Simultaneamente, a corretora Mercado Bitcoin divulgou um recorde de volume de negociação de R$ 3,2 bilhões no último mês, impulsionado por novos usuários atraídos pela facilidade de acesso à Drex.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também reforçou seu marco regulatório ao publicar, em 5 de abril de 2026, orientações que exigem a divulgação de informações detalhadas sobre riscos e a adoção de mecanismos de compliance para plataformas que operam com criptoativos. A medida visa alinhar o mercado brasileiro às práticas internacionais e proporcionar maior transparência aos investidores institucionais.
Com a convergência de boas notícias nos mercados dos EUA e a evolução do ecossistema cripto no Brasil, o Bitcoin manteve-se em torno de US$ 27 mil nas principais corretoras.
⚠️ Aviso de risco: Os preços das criptomoedas são muito voláteis. Isso não é aconselhamento de investimento.