
Nesta análise, revisamos a forma técnica mais recente do Bitcoin no gráfico semanal, combinando os riscos macro atuais e o desempenho das commodities, avaliamos o grau de desvio de sua valorização em relação ao ouro e discutimos a influência potencial da linha de tendência que está se formando. Para entender a possível faixa de preço futura, continue a leitura.
Traders de Bitcoin dizem que tudo gira em torno do petróleo e do ouro
Com a situação no Oriente Médio ainda em pauta, o sentimento de risco macro está em alta e o foco do mercado se volta para as commodities e ativos de refúgio tradicional. O analista e empreendedor de cripto Michaël van de Poppe correlacionou diretamente os movimentos do ouro e do petróleo com a recuperação do Bitcoin.
“Amanhã todos os olhos estarão voltados para o setor de petróleo e a corrida ouro‑prata. Se essas tendências se revertam em favor do Bitcoin, poderemos ver um retorno ao topo na próxima semana; o pior já passou”, escreveu ele no X.
O preço do WTI fechou na sexta-feira com alta de cerca de 16 %, enquanto o ouro, após se aproximar de máximas históricas, rompeu a barreira dos US$5.200 (≈ R$28.600). Diante de um Índice de Força Relativa (RSI) em níveis historicamente baixos, van de Poppe acredita que o Bitcoin está significativamente subvalorizado em comparação aos metais preciosos.
“A avaliação do $BTC em relação ao ouro não mudou. O RSI atual está em seu ponto mais baixo da história, indicando que o ouro está supervalorizado no curto prazo, enquanto o Bitcoin está subvalorizado.”

BTC/USDT no intervalo de 12 h. Fonte: Michaël van de Poppe/X
“Se não for assim, e voltarmos a testar preços baixos, eu me tornarei um grande comprador na faixa de US$60.000 (≈ R$330.000).”
Linha de tendência de 200 semanas no preço do BTC em foco
Os dados do TradingView mostram que, no fim de semana, o ponto mais baixo do BTC/USD ficou em torno de US$66.569 (≈ R$366.130), fazendo o Bitcoin romper a Média Móvel Exponencial de 200 dias (EMA), um nível que já tentou oferecer suporte diversas vezes sem sucesso.
O trader Rekt Capital destacou em um post no X que, se o Bitcoin fechar a semana ainda abaixo da EMA de 200 semanas, situada em US$68.310 (≈ R$375.705), isso reforçará ainda mais seu papel como resistência.
“Na verdade, o Bitcoin quebrou novamente a EMA de 200 dias, anulando a grande amplitude da recuperação recente”, escreveu ele.

Gráfico de 1 h BTC/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView

BTC/USD no intervalo semanal, com EMA de 200. Fonte: Cointelegraph/TradingView
É importante notar que, desde o início de março de 2023, o BTC/USD não conseguiu fechar acima da EMA de 200 semanas no gráfico semanal. O trader Merlijn tem uma visão mais otimista: caso o preço retorne à EMA de 200 semanas, ele pode reproduzir a estrutura de mercado de 2023 e desencadear uma nova fase de alta.

Pontos principais
- Nesta semana, o Bitcoin tem chance de consolidar uma resistência mais firme na EMA de 200 semanas, testando ainda mais sua força técnica.
- O preço ainda não conseguiu transformar a linha de tendência chave em suporte; as tentativas de ruptura continuam sendo bloqueadas.
- A volatilidade do petróleo e do ouro é vista como o principal fator externo que pode influenciar o movimento de curto prazo do Bitcoin.

XAU/USD no intervalo diário. Fonte: Cointelegraph/TradingView
O Bitcoin (BTC) está sob pressão tanto técnica quanto macroeconômica. Se conseguir fechar a semana acima da EMA de 200 semanas, a meta de US$60.000 (≈ R$330.000) passa a ser plausível. Para análises mais aprofundadas sobre o comportamento semanal do Bitcoin e o objetivo de US$60.000, acompanhe as próximas publicações da Bitaigen (比特根).
Lembre‑se: ganhos acima de R$35.000 por mês são tributáveis (alíquota entre 15 % e 22,5 %).
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