Este artigo analisa, em nível macro e micro, o desempenho recente e vigoroso do Bitcoin e seu efeito cascata nas ações relacionadas a cripto, além de explorar os fatores geopolíticos e do mercado de energia que estão por trás. Combinaremos dados para interpretar a tendência, ajudando o leitor a identificar oportunidades potenciais. Também avaliamos mudanças no sentimento de mercado e fatores de risco, oferecendo subsídios para decisões de investimento.
Bitcoin (BTC) reconquistou nesta semana um nível de preço crítico, atingindo o ponto mais alto em quase um mês, demonstrando certa resiliência mesmo com a escalada das tensões no Oriente Médio.
Dados da FactSet mostram que na quarta‑feira (dia 4) o Bitcoin subiu 7,5 % e fechou em aproximadamente US$ 73.421 (≈ R$ 403.815,5), marcando o nível mais alto desde 9 de fevereiro.

Na segunda‑feira anterior, o BTC rompeu momentaneamente a barreira dos US$ 70.000 (≈ R$ 385.000), atingindo um pico intradiário de US$ 70.056 (≈ R$ 385.308), mas depois recuou, não conseguindo consolidar esse importante nível de resistência.
A recuperação do Bitcoin também elevou as ações vinculadas ao setor cripto. A Strategy (MSTR‑US) disparou 11,1 % no mesmo dia, enquanto a Coinbase (COIN‑US) subiu cerca de 15,1 %, tornando‑se uma das maiores ações do S&P 500 em desempenho.
Paralelamente, os preços do petróleo recuaram. Após o anúncio do ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, de que navios-tanque seriam escoltados pelo Estreito de Ormuz com seguro de risco, o Brent caiu 0,7 % para US$ 80,86 (≈ R$ 444.730) por barril, e o West Texas Intermediate (WTI) recuou 0,9 % para US$ 73,86 (≈ R$ 406.230) por barril.
David Morrison, analista sênior da Trade Nation, acredita que o Bitcoin, após cerca de quatro semanas de consolidação lateral, rompeu com sucesso a resistência chave. Anteriormente, seu preço havia caído para pouco mais de US$ 60.000 (≈ R$ 330.000), o ponto mais baixo em 16 meses.
Ele ressalta que o maior teste agora é se o Bitcoin conseguirá manter a tendência de alta atual, especialmente se houver correção, devendo se manter acima de US$ 70.000 (≈ R$ 385.000). Em comentário na quarta‑feira, Morrison alertou: “Ainda pode ser um falso rompimento; é preciso manter cautela moderada”.
Vale notar que, apesar da recente alta, o Bitcoin acumulou uma queda de 16,7 % desde o início de 2026.
Em fevereiro deste ano, a incerteza em torno das políticas tarifárias de Trump reduziu o apetite dos investidores por ativos de alto risco, fazendo o Bitcoin cair por quinto mês consecutivo. A queda naquele mês foi a mais acentuada desde junho de 2022, chegando a cerca de US$ 62.000 (≈ R$ 341.000).
Esse forte rebote demonstra que a preferência por risco no mercado está se recuperando, diminuindo o apelo dos ativos tradicionalmente considerados refúgio.
Com o aumento dos riscos geopolíticos e a expectativa de impactos na economia global, os preços dos títulos do Tesouro dos EUA recuaram. Ao mesmo tempo, a expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) diminuiu, elevando os rendimentos dos títulos.
As bolsas americanas também subiram na quarta‑feira: o índice Nasdaq Composite avançou 1,4 %, o S&P 500 subiu 0,8 % e o Dow Jones Industrial Average ganhou 0,6 %.
O Bitcoin ultrapassou US$ 73.000 (≈ R$ 401.500) e registrou nova alta mensal, impulsionando a valorização geral das ações ligadas a cripto. Para obter mais informações sobre a ruptura do Bitcoin acima de US$ 73.000 e o movimento simultâneo das ações de cripto, siga os demais artigos da Bitaigen (比特根).
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