
Criptomoedas passaram por um teste de estresse que fez os preços do Bitcoin e do Ethereum caírem drasticamente, gerando perdas contábeis maciças para empresas que detêm esses ativos e provocando um impacto significativo nos seus balanços patrimoniais.
A queda no mercado cripto também se espalhou para títulos públicos, fundos negociados em bolsa (ETF) e infraestrutura de mineração, evidenciando como a volatilidade dos ativos digitais pode remodelar a estrutura financeira e o modelo operacional das corporações. Essa venda não se refletiu apenas nos gráficos de preço, mas também se traduziu diretamente nos balanços, nos ETFs à vista e na forma como a infraestrutura é utilizada.
Nesta semana, a queda do Ethereum (ETH) fez com que inúmeras empresas detentoras de títulos públicos enfrentassem perdas contábeis enormes; ao mesmo tempo, os ETFs de Bitcoin (BTC) permitiram que investidores recém‑chegados sentissem pela primeira vez o impacto da volatilidade descendente. Condições climáticas extremas lembraram que a capacidade de mineração ainda depende da rede elétrica, enquanto casos de ex‑mineradores que migraram para a inteligência artificial mostram que o hardware de mineração está se transformando em alavanca para computação de IA.
A edição atual da newsletter Crypto Biz foca nos três principais destaques:
- BitMine Immersion Technologies continua ampliando suas perdas contábeis em Ethereum.
- BlackRock iShares Bitcoin Trust (IBIT) registra posições dos detentores abaixo do preço de custo.
- Tempestade de inverno nos EUA causa impacto temporário na produção de mineração pública.
Nesta reportagem analisamos em profundidade a volatilidade extrema recente nos mercados cripto, explicando como a queda nos preços de Bitcoin e Ethereum atinge diretamente os balanços das empresas e discorrendo sobre os efeitos em ETFs de títulos públicos, infraestrutura de mineração e o surgimento de poder de computação para IA. Por meio de estudos de caso, ajudamos o leitor a compreender o panorama completo da transmissão de risco; nas próximas seções, apresentaremos análises ainda mais detalhadas do setor.
BitMine amplia perdas contábeis em Ethereum
- BitMine Immersion Technologies, presidida por Tom Lee, viu recentemente seu estoque de Ethereum cair abaixo de 2.200 USD (≈ R$12.100).
- As perdas não realizadas já ultrapassam 70 bilhões USD (≈ R$385 bilhões), e a empresa detém cerca de 91 bilhões USD (≈ R$500,5 bilhões) em ETH, incluindo uma compra recente de 40.302 ETH.
- Em resposta às críticas, Lee afirmou que perdas não realizadas são uma característica inerente a empresas que mantêm Ethereum, “o objetivo da BitMine é rastrear o preço do Ethereum”, portanto prejuízos em mercado em baixa são esperados.

Fonte: Dropslab
Investidores do ETF de Bitcoin da BlackRock registram posições abaixo do preço de custo
- Com o Bitcoin rompendo a marca de 80.000 USD (≈ R$440 mil), o retorno acumulado do iShares Bitcoin Trust da BlackRock (IBIT) tornou‑se negativo.
- Bob Elliott, CIO da Unlimited Funds, apontou que a média das posições dos investidores do IBIT já está em prejuízo; após o Bitcoin cair ainda mais para 75.000 USD (≈ R$412,5 mil), a pressão sobre os retornos aumentou.
- O IBIT é um dos ETFs de maior sucesso da BlackRock, que rapidamente ultrapassou 700 bilhões USD em ativos sob gestão; hoje, os investidores estão sentindo em primeira mão a alta volatilidade do Bitcoin.

Fonte: Bob Elliott
Tempestade de inverno nos EUA afeta produção de Bitcoin
- A forte tempestade de inverno no final de janeiro forçou mineradores de Bitcoin nos EUA a reduzir drasticamente a produção, expondo a alta dependência da mineração em relação à rede elétrica.
- Dados da CryptoQuant mostram que, antes da tempestade, mineradores públicos produziam em média 70–90 bitcoins por dia; durante o pico de apagões, a produção despencou para 30–40 bitcoins.
- Com a melhora do tempo, a produção voltou rapidamente, demonstrando a capacidade de ajuste dos mineradores diante de restrições de energia.
- O conjunto de dados inclui empresas listadas como CleanSpark, MARA Holdings, Bitfarms, Iris Energy, oferecendo um panorama de como o setor reage a faltas de energia.

Fonte: Julio Moreno
CoreWeave demonstra como a infraestrutura cripto se torna pilar de data centers de IA
- CoreWeave, que migrou de mineradora de cripto para provedora de infraestrutura de IA, ilustra a trajetória de hardware de mineração sendo reaproveitado para workloads de IA.
- O Ethereum passou de proof‑of‑work (PoW) para proof‑of‑stake (PoS), reduzindo drasticamente a necessidade de GPUs para mineração e incentivando CoreWeave e operadores semelhantes a focarem em computação de alto desempenho e IA.
- Embora a CoreWeave não atue mais como empresa cripto, sua transição oferece um modelo diversificado para mineradoras como HIVE Digital, Hut 8, MARA Holdings.
- Após a Nvidia concordar em investir 20 bilhões USD (≈ R$11 bilhões) em participação acionária da CoreWeave, o mercado reforçou a ideia de que a infraestrutura criada para mineração de cripto está se tornando componente essencial de data centers de IA.
Esta é a análise completa sobre como o teste de estresse das criptomoedas impacta os balanços patrimoniais, com a queda de Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH). Para acompanhar atualizações e aprofundamentos, siga as próximas publicações da Bitaigen (比特根).
*Lembre‑se de que ganhos de capital acima de R$35.000 por mês são tributáveis no Brasil (alíquotas entre 15 % e 22,5 %). Caso você realize lucros com criptoativos, é obrigatório declarar à Receita Federal.*
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⚠️ Aviso de risco: Os preços das criptomoedas são muito voláteis. Isso não é aconselhamento de investimento.