Antes de entrar nas moedas específicas, é importante esclarecer o que significa “cadeia pública”. Uma cadeia pública (public chain) é um sistema de blockchain em que qualquer pessoa pode ler, submeter transações e obter confirmação de consenso da rede. Sua característica descentralizada garante que os dados não possam ser alterados e que as transações sejam transparentes e confiáveis. Com esse conceito básico em mente, fica mais fácil entender a posição e o desempenho de cada cadeia dentro do ecossistema como um todo.
Até o momento, cerca de 45 cadeias públicas já surgiram globalmente, das quais 43 apresentam tendência de alta, com um crescimento médio de 14,58 %. O maior aumento foi registrado pela STRAT, que chegou a 247,67 %; por outro lado, apenas duas cadeias apresentaram queda, sendo a XCH a que mais recuou, com ‑5,13 %. Com base nesses dados, listamos abaixo as dez cadeias públicas mais reconhecidas e seus principais indicadores.
Neste artigo, primeiro explicamos os conceitos básicos de cadeias públicas e sua descentralização. Em seguida, combinamos os dados mais recentes da cadeia para analisar detalhadamente as dez maiores cadeias reconhecidas pelo mercado e seu desempenho ecológico. Nosso objetivo é ajudá‑lo a identificar rapidamente os projetos centrais; nas próximas seções, abordaremos as vantagens e os riscos de cada cadeia, portanto continue a leitura.
Quais são as dez maiores cadeias públicas do mundo?
1. BTC
O Bitcoin possui capitalização de mercado de US$ 1,02 trilhão (≈ R$ 5,61 trilhões) e suprimento circulante de 18,688,800 BTC. O volume negociado nas últimas 24 h foi de US$ 311,6 bilhões (≈ R$ 1,713,8 bilhões). O Bitcoin não é emitido por instituições financeiras tradicionais; ele é criado por meio de algoritmos predefinidos e grande poder computacional. Sua rede é composta por nós distribuídos ao redor do globo, que utilizam um livro‑razão distribuído para registrar todas as transações e garantem a segurança de cada etapa por meio de criptografia.

2. ETH
A Ethereum tem capitalização de mercado de US$ 297,091 bilhões (≈ R$ 1,633 bilhões), suprimento total circulante de 115 milhões ETH e volume diário de aproximadamente US$ 20,334 bilhões (≈ R$ 111,837 bilhões). Como a primeira plataforma aberta a contratos inteligentes, a Ethereum busca superar as limitações de programabilidade do Bitcoin, oferecendo infraestrutura para que desenvolvedores criem e implantem aplicações descentralizadas (DApps) diretamente na cadeia. Desde seu lançamento oficial em 24 de julho de 2014, a primeira oferta de financiamento gerou cerca de 72 milhões ETH.

3. ICP
A Internet Computer (ICP) apresenta capitalização de mercado de US$ 128,156 bilhões (≈ R$ 704,858 bilhões), suprimento circulante de 469 milhões ICP e volume de 24 h de US$ 9,362 bilhões (≈ R$ 51,491 bilhões). Desde 2015, a equipe DFINITY dedica‑se ao desenvolvimento de tecnologia de blockchain de camada base, com o objetivo de criar uma plataforma de computação pública segura e robusta, capaz de oferecer serviços de computação em nuvem descentralizados em escala global.

4. ADA
O Cardano (ADA) tem capitalização de mercado de US$ 40,513 bilhões (≈ R$ 222,822 bilhões), suprimento total circulante de 31,948 milhões ADA e volume diário de cerca de US$ 3,377 bilhões (≈ R$ 18,574 bilhões). O desenvolvimento do Cardano segue rigorosos padrões acadêmicos de revisão por pares, com todas as especificações técnicas públicas e transparentes. O projeto conta com uma equipe de especialistas de ponta ao redor do mundo; a IOHK cuida da pesquisa e desenvolvimento, a Fundação Cardano governa e promove a rede, enquanto a Emurgo foca na adoção comercial.

5. VET
A VeChain (VET) possui capitalização de mercado de US$ 13,094 bilhões (≈ R$ 71,017 bilhões), suprimento circulante de 64,315 milhões VET e volume de 24 h de US$ 2,016 bilhões (≈ R$ 11,088 bilhões). O token VET foi criado a partir do VEN na proporção de 1 VEN : 100 VET. A plataforma VeChain se posiciona como um “cloud ledger” global baseado em blockchain, conectando APIs ao nível de negócios para digitalizar pessoas, processos e objetos do mundo real, facilitando a interoperabilidade de informações.

6. TRX
A Tron (TRX) tem capitalização de mercado de US$ 8,685 bilhões (≈ R$ 47,768 bilhões), suprimento circulante de 71,659 milhões TRX e volume diário de US$ 3,673 bilhões (≈ R$ 20,202 bilhões). A missão da Tron é impulsionar a descentralização da internet, construindo um dos maiores sistemas operacionais de aplicativos descentralizados (dApps) do mundo, oferecendo alta taxa de transferência, ampla escalabilidade e confiabilidade na camada base.

7. NEO
A NEO apresenta capitalização de mercado de US$ 6,443 bilhões (≈ R$ 35,437 bilhões), suprimento circulante de 70,538,800 NEO e volume de 24 h de US$ 1,661 bilhões (≈ R$ 9,136 bilhões). Como um projeto de código aberto impulsionado pela comunidade, a NEO combina blockchain com tecnologia de identidade digital, permitindo que desenvolvedores criem contratos inteligentes que gerenciem ativos de forma digital e automatizada, visando construir a infraestrutura da próxima geração da internet e promover a economia inteligente.

8. EOS
A EOS possui capitalização de mercado de US$ 5,576 bilhões (≈ R$ 30,668 bilhões), suprimento total de 951 milhões EOS e volume diário de US$ 3,072 bilhões (≈ R$ 16,896 bilhões). O projeto foi liderado pelo pioneiro da blockchain Daniel Larimer (seudônimo “BM”) e se posiciona como um “sistema operacional” para blockchain, oferecendo contas, autenticação, banco de dados, comunicação assíncrona e capacidade de agendar programas em centenas de CPUs ou clusters, permitindo a expansão de aplicações distribuídas em grande escala.

9. XTZ
O Tezos (XTZ) tem capitalização de mercado de US$ 4,042 bilhões (≈ R$ 22,231 bilhões), suprimento circulante de 763 milhões XTZ e volume de 24 h de US$ 588 milhões (≈ R$ 3,234 bilhões). Tezos possui
*(continua...)*
Observação sobre tributação: quaisquer ganhos obtidos com a negociação ou venda de cripto‑ativos que ultrapassem R$ 35.000 por mês são tributáveis no Brasil, com alíquotas variando entre 15 % e 22,5 %. É imprescindível declarar esses rendimentos à Receita Federal.
Adaptação para o público brasileiro
- Formas de pagamento aceitas: PIX (instantâneo 24 h), TED e transferências em reais (BRL).
- Procedimento de KYC (Know Your Customer): será solicitado CPF e um documento de identidade (RG ou CNH) para verificação de identidade.
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Continue acompanhando as próximas seções para aprofundar a análise de cada cadeia, avaliando seus pontos fortes, riscos potenciais e oportunidades de uso no mercado brasileiro.
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