No ecossistema de blockchain, a volatilidade de preços costuma ser a maior preocupação dos investidores. Este artigo, elaborado pela equipe editorial da Bitaigen, reúne os conceitos centrais e os tipos mais comuns de stablecoins, ajudando você a compreender rapidamente seu mecanismo de funcionamento e os casos de uso práticos, além de dominar a ferramenta essencial para preservar valor em negociações de ativos digitais. Nos capítulos seguintes, serão analisados detalhadamente as características e os riscos de cada moeda, merecendo atenção cuidadosa.
O que é uma stablecoin?

Stablecoin é uma criptomoeda atrelada a moedas fiduciárias, commodities ou outros ativos, que mantém uma taxa de câmbio relativamente fixa, com o objetivo de que o preço permaneça estável no curto prazo, apresentando variações mínimas e podendo ser usada para transferências inter‑chain e pagamentos. A característica central de uma stablecoin é a mínima variação de preço ao longo do tempo, geralmente ancorada em uma proporção 1:1 a uma moeda fiduciária (como o dólar) ou a outros ativos físicos. Dentro do ecossistema de blockchain, ela funciona como uma unidade de valor, proporcionando liquidez aos ativos digitais e servindo como proteção (hedge) quando os mercados estão em queda.
Quais são as stablecoins?

- Tether (USDT)
Emitida pela empresa Tether, entrou no mercado em 2015 e rapidamente se tornou uma das stablecoins mais populares. O USDT mantém a ancoragem 1:1 ao dólar americano por meio de reservas em moeda fiduciária, oferecendo canais de transferência de valor de baixo custo, como PIX (instantâneo 24 h) e TED.
- TrueUSD (TUSD)
Lançada pela TrustToken, adota um mecanismo de auditoria pública e transparente. Desde a primeira auditoria independente em março de 2018, foram confirmados cerca de 1,8 milhão de dólares em reservas que suportam seu valor (≈ R$9,9 mi), mantendo o preço próximo a 1 dólar (≈ R$5,5).
- Dai (DAI)
Stablecoin descentralizada baseada no Ethereum, sustentada por contratos inteligentes e posições de dívida colateralizadas (CDP) que garantem a ancoragem de 1 dólar. A emissão e a queima de DAI são totalmente realizadas pelos usuários após o depósito de ativos colaterais, proporcionando alta descentralização.
- USD Coin (USDC)
Emitida em parceria entre Coinbase e Circle, enfatiza transparência financeira e operacional. A conversão fiduciária do USDC ocorre por meio de aplicativo oficial, exigindo KYC com CPF + RG/CNH, e todos os registros de transferências bancárias e conversões podem ser consultados na blockchain.
- Paxos (PAX)
Stablecoin regulada emitida pela Paxos Trust Company, já listada como ativo principal em diversas exchanges. O PAX utiliza reservas de dólares sob supervisão regulatória para garantir a ancoragem, facilitando pagamentos e liquidação de operações.
- BitUSD
Uma das primeiras stablecoins, posteriormente reforçada ao incorporar futuros, ouro, prata e outros ativos diversificados para melhorar a estabilidade. Diferente do Tether, o BitUSD possui um portfólio de ativos mais variado.
- EOSDT
Stablecoin descentralizada emitida pela plataforma Equilibrium na blockchain EOS. Cada EOSDT é ancorado 1:1 ao dólar, e os usuários podem escolher o ativo base que desejam colateralizar para gerar a moeda.
- Gemini Dollar (GUSD)
Emitida pela Gemini Trust Company (fundada pelos irmãos Winklevoss), segue o padrão ERC‑20. O GUSD está atrelado 1:1 ao dólar, com todas as reservas mantidas em bancos regulados nos Estados Unidos.
- Binance GBP (BGBP)
Stablecoin lançada pela Binance, ancorada ao libra esterlina. Todos os fundos são mantidos nas contas próprias da Binance, oferecendo soluções de negociação e pagamento em GBP.
- StableUSD (USDS)
Iniciada pela Stably, conta com reservas de dólares mantidas por uma empresa fiduciária regulada nos EUA, a Prime Trust, garantindo a ancoragem 1:1.
Todas as moedas listadas acima são os tipos de stablecoins mais comuns atualmente no mercado. Para aprofundar seu conhecimento sobre os casos de uso e os fundamentos técnicos das stablecoins, acompanhe os demais artigos da Bitaigen (比特根)!
*Observação fiscal:* Caso você realize ganhos com a negociação de stablecoins que superem R$ 35.000 por mês, é obrigatório declarar à Receita Federal, com tributação variando entre 15 % e 22,5 %.
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