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Stablecoins: mercado de US$3 trilhões e expansão na Ásia

Stablecoins: mercado de US$3 trilhões e expansão na Ásia

Bitaigen Research Bitaigen Research 8 min de leitura

Em 2026, stablecoins atingiram US$ 3 trilhões em valor de mercado e US$ 33 trilhões em volume anual de transações. A Ásia lidera a expansão.

Visão geral do mercado global de stablecoins em 2026

O valor total de mercado das stablecoins globais já se aproximava de US$ 3 trilhões (≈ R$ 16,5 trilhões) no início de 2026, com a Ásia emergindo como o palco central dessa expansão em escala. Ao mesmo tempo, o volume anual de transações ultrapassou US$ 33 trilhões (≈ R$ 181,5 trilhões), e a quantidade de tokens mantidos pelos emissores superou a reserva de títulos do Tesouro dos Estados Unidos de muitos países soberanos.

Entretanto, a estrutura de mercado ainda apresenta um desequilíbrio marcante: cerca de 99 % das stablecoins são lastreadas em dólar, enquanto as alternativas baseadas em moedas locais na Ásia representam menos de 1 % do total. Este artigo analisa a evolução das stablecoins na Ásia em 2026 a partir de quatro dimensões – política, dados, tendências e desafios – e discute as perspectivas desse ativo na região.

Desenvolvimento de stablecoins na Ásia em 2026: mudanças de tendências e questões
Resumo – Nesta análise compilamos as últimas direções regulatórias, o panorama de mercado e os principais desafios das stablecoins na Ásia, ajudando o leitor a compreender a evolução da financeira digital regional a partir de uma perspectiva macro. Ao comparar os caminhos regulatórios de diferentes países, você verá os fatores críticos que moldarão a competitividade futura – leitura indispensável para quem acompanha o setor.

Principais pontos

  • A disputa pela soberania monetária já está em pauta, mas a janela de oportunidade não é ampla. Como a maioria das stablecoins ainda está atrelada ao dólar, a ausência de concorrentes locais reforça mês a mês o domínio do dólar nos pagamentos digitais. Os governos asiáticos tratam a legislação sobre stablecoins como uma questão de segurança econômica, e não apenas como um tema de fintech.
  • A divergência nas abordagens regulatórias é o núcleo da competição regional. Singapura segue um caminho aberto de regulação multimoeda; a Malásia explora um modelo liderado pelos bancos e que incorpora princípios da lei islâmica; a China proíbe totalmente stablecoins privadas, mantendo apenas o yuan digital emitido pelo Estado. As decisões regulatórias de 2026 definirão a posição de cada país no mapa da financeira digital dos próximos dez anos.
  • A stablecoin lastreada no ringgit malaio é o piloto mais observado da ASEAN. Enquanto o banco central conduz experimentos estruturados com três grandes bancos e estabelece um cronograma para publicar diretrizes regulatórias até o final de 2026, o setor privado já lançou o projeto RMJDT em Johor, que está operando em sandbox regulatório. Assim, a Malásia dispõe do roteiro mais claro e confiável da região, tornando‑se um termômetro das tendências asiáticas.

Panorama 2026 das stablecoins por país

Singapura

Singapura é vista como a líder regulatória de stablecoins na Ásia devido à transparência de seu marco. Desde a inclusão das atividades de stablecoins na *Payment Services Act* (PSA) de 2020, a Autoridade Monetária de Singapura (MAS) lançou, em 2023, a categoria de licença “Stablecoin Issuance Service”. O país permite a emissão de tokens atrelados ao dólar de Singapura (SGD), ao dólar americano e a outras moedas do G10, reconhecendo de fato o predomínio do dólar no comércio transfronteiriço. A plataforma StraitsX já alcançou um volume de transações de US$ 1,8 bilhão (≈ R$ 9,9 bilhões), posicionando‑se como infraestrutura básica de gestão financeira para empresas da ASEAN. A abordagem de Singapura demonstra como atrair capital institucional ao mesmo tempo em que mantém o controle macro‑financeiro.

Hong Kong

Em agosto de 2025, Hong Kong aprovou o *Stablecoin Ordinance*, criando um regime regulatório independente em vez de simplesmente adaptar regras existentes, sinalizando sua ambição de se tornar um hub de ativos digitais. As primeiras licenças de stablecoins estão previstas para serem concedidas no início de 2026. Vale destacar que a posição de Pequim exerce influência direta sobre o processo: autoridades chinesas instruíram empresas tecnológicas operando em Hong Kong a suspender o desenvolvimento de stablecoins privadas, impondo um teto ao ambiente regulatório local e gerando maior incerteza para emissores ligados ao continente.

Japão

O Japão adota um caminho relativamente conservador, mas sólido, centrado em emissores bancários, excluindo startups fintech de lançarem stablecoins diretamente. Essa postura aumenta a confiança institucional e a aceitação pelos usuários de varejo. O banco central japonês já emitiu uma stablecoin lastreada em ienes, que ganhou significativa adoção doméstica; os testes de pagamentos empresariais concluídos em 2025 preparam o terreno para uma implantação comercial mais ampla em 2026. O modelo japonês se assemelha ao experimento malaio, com estrutura centralizada e supervisionada pelos bancos, priorizando estabilidade sobre velocidade.

Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, o desenvolvimento de stablecoins ainda está travado por debates sobre quem tem legitimidade para emitir: bancos comerciais ou empresas de tecnologia? Bancos como Shinhan, IBK, NongHyup e K‑Bank formaram uma aliança para buscar aprovação regulatória, enquanto companhias de tecnologia pressionam por um caminho paralelo. Até que a decisão seja tomada, o país – reconhecido globalmente por sua alta percepção de cripto – permanece em estado de observação. O desfecho pode servir de referência para outros mercados emergentes da Ásia que buscam equilibrar bancos e emissores de tecnologia.

China

A postura chinesa difere radicalmente das demais regiões. O governo impôs uma proibição total a todas as stablecoins privadas, concentrando‑se no yuan digital (e‑CNY) emitido pelo Banco Popular da China como a única moeda digital legal. O objetivo central é impedir a criação de stablecoins privadas lastreadas em yuan que poderiam abrir canais de conversão para ativos em dólar (como USDT) e, assim, enfraquecer os controles sobre a saída de capitais. A estratégia chinesa não visa competir no mercado de stablecoins, mas substituir soluções privadas por uma moeda digital soberana. Ainda resta incerto se o e‑CNY conseguirá oferecer utilidade transfronteiriça semelhante às stablecoins sem sacrificar o controle total do banco central sobre pagamentos internacionais.

Malásia

A Malásia se destaca como o caso de teste mais observado na Ásia em 2026. O Banco Central da Malásia (BNM) anunciou, no início do ano, o lançamento do *Digital Asset Innovation Hub* (DAIH) com três projetos piloto focados em stablecoins de ringgit e depósitos tokenizados:

  • Standard Chartered Bank Malásia + Capital A Bhd (controladora da AirAsia) – testam a aplicação de stablecoins de ringgit em pagamentos B2B, especialmente nos setores de aviação e comércio financeiro.
  • Bank of Malaysia – investiga a viabilidade de depósitos tokenizados para pagamentos domésticos.
  • CIMB Group – avalia, em âmbito transfronteiriço, a conformidade com os princípios da finança islâmica.

O BNM pretende publicar diretrizes regulatórias para esses pilotos até o final de 2026, tratando‑os como pré‑curso para uma moeda digital de atacado (wCBDC). Desde a criação do DAIH em junho de 2025, mais de 30 instituições nacionais e internacionais já colaboram com o hub. Se os testes avançarem conforme o cronograma, a stablecoin de ringgit poderia ser lançada oficialmente em 2027. Paralelamente, o setor privado acelera: em dezembro de 2025, o projeto RMJDT em Johor, lastreado em ringgit, entrou em operação dentro de sandbox regulatório, demonstrando dinamismo além das diretrizes do banco central.

Dados de preparação das stablecoins na Ásia

A tabela abaixo resume, até o início de 2026, o estágio regulatório e os modelos adotados por cada país (fontes: Tiger Research, BNM):

| País | Status regulatório | Modelo | Marco chave |

|------|--------------------|--------|-------------|

| Singapura | Totalmente regulado (PSA 2023) | Bancário + não bancário | StraitsX: US$ 1,8 bilhão (≈ R$ 9,9 bilhões) em volume |

| Hong Kong | Estrutura autorizada (agosto 2025) | Bancário dominante | Primeiras licenças previstas para Q1 2026 |

| Japão | Regulamentado (apenas bancos) | Bancário dominante | Teste de pagamentos corporativos concluído em 2025 |

| Coreia do Sul | Em decisão (qualificação do emissor indefinida) | A definir | Aliança bancária em standby |

| China | Proibição de stablecoins privadas | Estado (e‑CNY) | Expansão nacional do e‑CNY em curso |

| Malásia | Pilotos DAIH ativos (2026) | Bancário dominante + islâmica | Diretrizes do BNM previstas para final 2026 |

Desde 2018, o mercado global de stablecoins cresceu a uma taxa composta anual de aproximadamente 750 %, e a Ásia, embora tenha começado um pouco mais tarde, está acelerando a construção de bases regulatórias para evitar marginalização diante do predomínio de ferramentas denominadas em dólar.

Fatores regionais impulsionadores

Três tendências macro explicam por que o desenvolvimento de stablecoins na Ásia está se acelerando em 2026:

  1. Fortalecimento do domínio do dólar

Com 99 % das stablecoins ainda denominadas em dólar, a falta de concorrentes locais consolida mês a mês a supremacia do dólar nos pagamentos digitais. Bancos centrais asiáticos veem a soberania monetária como uma linha de defesa econômica e tratam a legislação sobre stablecoins como parte fundamental dessa estratégia.

  1. Crescimento estrutural da demanda por pagamentos transfronteiriços

O comércio intra‑ASEAN, as remessas de comunidades chinesas no exterior e a expansão das cadeias de suprimentos digitais criam uma necessidade crescente por canais de liquidação rápidos e de baixo custo. As stablecoins lastreadas em ringgit e SGD estão sendo posicionadas como soluções-chave para atender a essas demandas.

  1. Ascensão da IA e finanças programáveis

Stablecoins estão se tornando o meio de troca entre agentes de IA, facilitando financiamentos comerciais baseados em contratos inteligentes e a liquidação de ativos tokenizados. A ausência de infraestrutura regulamentada pode fazer com que alguns centros financeiros asiáticos percam competitividade na próxima geração de serviços financeiros programáveis.

Questões críticas que ainda precisam ser superadas

  • Soberania monetária × fuga de capitais

Stablecoins locais sem mecanismos rigorosos de resgate e controle de emissor podem acelerar a saída de capital em momentos de pressão. Estudos da Tiger Research apontam esse risco estrutural para moedas como o ringgit ou o won.

  • Debate sobre a qualificação do emissor

O impasse coreano ilustra uma disputa mais ampla: restringir a emissão a bancos licenciados garante segurança, mas abrir para entidades não bancárias qualificadas pode estimular a inovação. Ainda não há consenso regional.

  • Conformidade com a finança islâmica

A Malásia tem investido pesado para garantir que sua stablecoin de ringgit siga os preceitos da sharia. Embora o piloto do CIMB já esteja alinhado, ainda não existe um modelo padronizado de stablecoin islâmica reconhecido globalmente.

  • Fragmentação regulatória

Cada país está desenvolvendo normas de forma independente, sem um padrão de interoperabilidade regional. Sem a coordenação de instituições como a ASEAN ou o Banco de Compensações Internacionais, transações entre a stablecoin de ringgit e a de SGD exigirão soluções de ponte complexas. (Fonte: Tiger Research, panorama do mercado asiático de stablecoins 2026)

  • Impacto cruzado das stablecoins árabes

Emissões sob os regimes VARA (Dubai) e ADGM (Abu Dhabi) estão começando a entrar nos canais de financiamento comercial asiático. Stablecoins atreladas ao dirham estão sendo testadas para suprimentos halal entre a Malásia e o Golfo, oferecendo uma alternativa ao modelo lastreado em dólar.

Perspectivas futuras

Com base no ritmo atual, até o final de 2026 poderemos observar:

  • Singapura e Hong Kong consolidando um duplo núcleo, atraindo emissores internacionais que buscam operar em ambientes regulados. O modelo multimoeda de Singapura oferece vantagem estrutural para gestão financeira regional.
  • Stablecoin de ringgit avançando do piloto para fase de política. O cronograma do BNM (piloto 2026 → diretrizes fim 2026 → possível lançamento 2027) fornece à ASEAN o roteiro mais claro até o momento.
  • Coreia do Sul resolvendo a disputa de qualificação, possivelmente adotando um regime dual que permita tanto bancos quanto entidades não bancárias licenciadas operar, equilibrando segurança e inovação.
  • Expansão internacional do e‑CNY por meio da Iniciativa Belt & Road e acordos bilaterais, embora continue separado do ecossistema de stablecoins privadas; seu sucesso será medido pela adoção institucional, não pela programabilidade em blockchain.

A questão central permanece: em um cenário onde o dólar continua dominante, as moedas locais conseguirão garantir espaço nos pagamentos digitais do futuro? 2026 pode não oferecer respostas definitivas, mas as escolhas feitas pelos reguladores da MAS (Singapura), BNM (Malásia), Banco do Japão, Banco da Coreia e as autoridades de Hong Kong definirão o rumo da Ásia nos próximos dez anos.

Fontes: Tiger Research (Visão do mercado asiático de stablecoins 2026); anúncio DAIH do Banco Central da Malásia (2026); Binance News; NS3.AI; Relatório de stablecoins da CoinGecko 2026.

Perguntas frequentes

O que são stablecoins na Ásia?

São moedas digitais emitidas ou reguladas dentro de jurisdições asiáticas, cujo valor está atrelado a moedas fiduciárias ou outros ativos estáveis. Exemplos incluem a stablecoin atrelada ao SGD de Singapura e a stablecoin de ringgit em fase de teste na Malásia.

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