Bitcoin atualmente está rondando US$65.000 (≈ R$357.500), e vários analistas apontam que ele já não cumpre mais a função de ouro digital, com o reconhecimento do mercado sobre seu atributo de reserva de valor em queda.
Neste artigo analisamos o desempenho recente do Bitcoin, focando se ele ainda possui o atributo de “ouro digital” e trazendo a opinião de diversos analistas do setor. Ao comparar a trajetória do ouro e os fluxos de capital institucional, ajudamos o leitor a entender a mudança de papel do Bitcoin e os riscos potenciais. As próximas seções aprofundam a análise, valendo a leitura cuidadosa.
Visão geral do mercado
De acordo com a *Yahoo Finance*, o Bitcoin nesta quinta‑feira (12) oscilou próximo a US$65.000 (≈ R$357.500). Ao mesmo tempo, o ouro acumulou alta de cerca de 16 % desde o início do ano, mantendo o recorde de valorização registrado a partir de 2025. Em contraste, o Bitcoin tem registrado queda por quatro meses consecutivos desde janeiro, totalizando uma desvalorização acumulada de aproximadamente 22 % no ano.
Opiniões dos analistas
- O chefe de ativos digitais da Fundstrat, Sean Farrell, afirmou que muitas pessoas ficaram desapontadas com o desacoplamento entre Bitcoin e ouro.
- Ele acredita que o argumento de “reserva de valor” do Bitcoin ainda tem força e pode se concretizar a longo prazo, mas no momento ele se comporta mais como um ativo de crescimento de alto β.
- Farrell ressalta que o Bitcoin tem cerca de 17 anos de existência, enquanto o ouro possui milhares de anos; a performance do ouro está intimamente ligada a fluxos de capital no comércio global, à multipolaridade geopolítica e a compradores como bancos centrais que não são sensíveis a variações de preço.
- A analista de pesquisa do Deutsche Bank, Marion Laboure, declarou em seu último relatório que a divergência entre Bitcoin e ouro indica que o Bitcoin deixou de desempenhar o papel de “ouro digital”.
- Desde a reversão de queda do Bitcoin em outubro de 2025, os ETFs institucionais têm registrado saídas de capital que somam dezenas de bilhões de dólares.
- Ela interpreta essa pressão vendedora contínua como sinal de diminuição do interesse de investidores tradicionais, refletindo um sentimento geral pessimista em relação aos cripto‑ativos.
Tendências institucionais
- Os ETFs institucionais já tiveram saídas de capital que chegam a dezenas de bilhões de dólares.
- Investidores institucionais tendem a vender em alta no curto prazo, ao invés de comprar em baixa.
Situação do Ethereum
- O Ethereum também ficou abaixo de US$2.000 (≈ R$11.000) nesta quinta‑feira, com queda acumulada de cerca de 30 % no ano.
- O analista do Standard Chartered, Geoff Kendrick, reduziu a meta de preço de fim de ano do Ethereum de US$7.500 (≈ R$41.250) para US$4.000 (≈ R$22.000), e a meta do Bitcoin de US$150.000 (≈ R$825.000) para US$100.000 (≈ R$550.000).
- Ele prevê que o preço do Bitcoin pode romper primeiro a barreira dos US$50.000 (≈ R$275.000) antes de apresentar nova oportunidade de alta.
Perspectivas para o futuro
- O consenso de mercado indica que, antes da posse de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve em junho, o banco central não deve reduzir ainda mais as taxas de juros.
- Nesse cenário macro, os detentores de ETFs provavelmente buscarão realizar lucros quando os preços voltarem a subir.
Esta é a análise detalhada sobre o Bitcoin circulando em torno de US$65.000 (≈ R$357.500) e a percepção dos analistas de que seu papel de ouro digital está desaparecendo. Para mais análises de mercado, siga os demais artigos da Bitaigen (比特根)!

Observação de localização:
- Pagamentos aceitos: PIX (instantâneo 24 h), TED e em reais (BRL).
- KYC: CPF + RG ou CNH.
- Caso haja ganhos com criptoativos superiores a R$35.000 por mês, é obrigatório declarar à Receita Federal, com tributação entre 15 % e 22,5 %.
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