Bitcoin registrou queda de 13 % neste mês, um recuo mais condizente com a correção saudável típica de uma fase de alta, e não sinal de término definitivo do mercado altista. Influenciado pelo aperto de liquidez macro e pela pressão de liquidação de alavancagem, o recuo atual parece mais uma autorregulação do mercado.

Notícia: Em 2 de fevereiro, o preço do Bitcoin caiu para US$ 74 560 / moeda (≈ R$ 410.080), registrando uma queda mensal de 13 %. Em relação ao pico histórico de US$ 125 000 (≈ R$ 687.500) alcançado em outubro 2025, o recuo acumulado chega a 38 %. Até a publicação deste material, em 3 de fevereiro, o preço já subiu para US$ 788 580 (≈ R$ 4.337.190), com alta de 3,76 % nas últimas 24 h. O sentimento do mercado oscila intensamente entre medo e ganância, e os fluxos de capital institucional mostram divergências.
A queda de 13 % do Bitcoin em um mês representa o fim definitivo deste ciclo altista ou apenas uma correção saudável?
A seguir, analisaremos a origem desse recuo a partir de três dimensões – estrutura de mercado, pressões macroeconômicas e migração de paradigmas setoriais – e projetaremos possíveis caminhos futuros.
A partir das perspectivas de estrutura de mercado, liquidez macro e tendências setoriais, fazemos uma análise sistemática das causas internas da forte correção recente do Bitcoin e apontamos possíveis trajetórias de evolução. Ler este artigo pode ajudar a distinguir se trata‑se de um ajuste de curto prazo ou de uma virada no ciclo altista, permitindo decisões mais informadas.
Bitcoin registra queda de 13 % no mês – panorama atual
Desde o pico histórico de aproximadamente US$ 126 000 (≈ R$ 693.000) em outubro do ano passado, o preço do Bitcoin tem sentido pressão constante. Em 3 de fevereiro 2026, o ativo já estava em torno de US$ 77 200 (≈ R$ 424.600), acumulando um recuo superior a 38 % e queda mensal de 13 %. Mais significativo ainda, o Bitcoin registrou quatro meses consecutivos de queda, o período de queda contínua mais longo desde 2018.

Visão geral dos preços até 3 de fevereiro
Essa fraqueza se espalhou por todo o ecossistema cripto. Em 2 de fevereiro, Ethereum recuou 3,79 % em um dia, cotado a US$ 2 246 (≈ R$ 12.353). XRP registrou queda de 12 % na última semana. O índice de medo (VIX cripto) despencou para 15, indicando medo extremo. Em 1 de fevereiro, o valor total de liquidação de contratos em toda a rede atingiu US$ 2,559 bilhões (≈ R$ 14.074.500.000), envolvendo mais de 420 mil participantes, com predominância de liquidações de posições compradas. Isso demonstra que o cenário atual não é dominado por vendas de pânico, mas sim por falta de pressão compradora e liquidez escassa, gerando um ciclo vicioso de “queda de preço → liquidação de alavancagem → aumento da pressão de venda”.

*Situação de liquidações em toda a rede em 1 de fevereiro, fonte: coinglass*
A queda também trouxe à tona a confusão sobre a classificação de ativos do Bitcoin: quando ativos tradicionais de refúgio sobem, o Bitcoin não acompanha; quando ativos de risco caem, ele segue a mesma direção, colocando em xeque sua narrativa central.
Causas da queda de 13 % do Bitcoin no mês
A queda de 13 % neste mês foi impulsionada principalmente pelas mudanças na política do Federal Reserve (Fed). A indicação de Kevin Wax, ex‑diretor do Fed e potencial sucessor de Jerome Powell, enfatizando “redução do balanço antes de cortar juros”, gerou temores de aperto de liquidez, fortalecendo o dólar e pressionando ativos de risco.
Do ponto de vista interno, os fluxos de capital estão em forte saída. Apenas em janeiro 2026, os ETFs à vista de Bitcoin registraram um fluxo líquido de saída de US$ 1,61 bilhão (≈ R$ 8.855.000.000). Investidores institucionais também estão mudando de postura; por exemplo, Christopher Wood, chefe de estratégias de ações globais da Jefferies, anunciou no final de janeiro a liquidação total de posições em Bitcoin, realocando recursos para ouro.

*Fluxos de entrada e saída dos ETFs de Bitcoin, fonte: coinglass*
Além disso, o alto nível de alavancagem exacerbou a queda. Nas últimas 24 h, as posições compradas em toda a rede foram forçadas a liquidar mais de US$ 199 milhões (≈ R$ 1.094.500.000), ampliando a volatilidade.
Em resumo, a queda de 13 % resulta tanto do choque causado pela mudança nas expectativas de liquidez macro quanto da limpeza de uma bolha de alta alavancagem. Embora a dor de curto prazo seja intensa, esse processo pode preparar o terreno para um mercado mais saudável no futuro.
Fim do ciclo altista ou correção saudável?
Visões de instituições e do mercado
Analistas divergem quanto ao rumo atual, formando dois grandes campos de opinião:
| Campo de opinião | Representante/Instituição | Ponto central |
|---|---|---|
| Pessimista | Analistas da CryptoQuant | Várias linhas de suporte críticas foram quebradas, o padrão mudou, possivelmente já entrou em **bear market** |
| Pessimista | Pimco | A narrativa do **Bitcoin** enfraqueceu, a queda de preço indica que cripto não é uma revolução monetária |
| Otimista | Escola de Negócios Uweb | Visto como correção saudável, volatilidade futura aumentará, o caminho dependerá dos dados econômicos dos EUA e da política monetária |
Essas divergências refletem a dor de transição do Bitcoin de “ativo especulativo” para “ativo institucionalizado”. A volatilidade de curto prazo pode ser forte, mas o valor de longo prazo ainda depende da maturação de casos de uso reais e de uma estrutura regulatória clara.
Previsões para o futuro
Após a queda de 13 % em um mês, a capacidade de reversão do Bitcoin dependerá da convergência de três fatores: clareza regulatória, melhora macroeconômica e entrada de capital incremental – nenhum pode ser dispensado.
- Regulação: O avanço do projeto de lei CLARITY no Senado deve proporcionar um quadro de conformidade definido, reduzindo incertezas e facilitando a entrada de recursos.
- Macroeconomia: Se Kevin Wax mantiver a prioridade de “redução do balanço antes de cortar juros”, a liquidez continuará pressionada, mantendo o Bitcoin sob pressão no curto prazo.
- Capital: Com saída líquida de US$ 1,61 bilhão (≈ R$ 8.855.000.000) dos ETFs de Bitcoin em janeiro 2026, há necessidade urgente de que fundos de pensão norte‑americanos e outros investidores de longo prazo alocarem recursos de forma compatível, aliviando o aperto de liquidez.
Indicadores on‑chain corroboram a análise. Dados da Glassnode mostram que o custo médio on‑chain do Bitcoin está em torno de US$ 55 900 (≈ R$ 307.450), enquanto o preço atual está abaixo da referência de custo de detentores de curto prazo, que é de US$ 95 400 (≈ R$ 524.700). Além disso, o indicador ahr999 quebrou a marca de 0,45, o primeiro desde outubro 2023; historicamente, esse sinal costuma anteceder zonas de fundo.
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Este texto analisou se a queda de 13 % do Bitcoin em um mês representa o fim do ciclo altista ou apenas uma correção saudável. Para aprofundar o tema, procure artigos anteriores da Bitaigen (比特根) ou continue lendo as publicações relacionadas abaixo. Agradecemos seu acompanhamento e apoio contínuos!
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