O preço do Bitcoin caiu abaixo de US$80.000, chegando a menos de US$76.000, o que provocou uma queda perceptível na confiança do mercado e iniciou uma nova rodada de crise de confiança.
O Bitcoin, nesta queda, chegou a romper a marca de US$76.000 (aprox. R$418.000) e depois oscilou de forma fraca entre US$77.000‑79.000 (aprox. R$423.500‑434.500), retornando à faixa de preço que havia sido observada após o choque tarifário do “Liberation Day”. Essa retração não apresenta um gatilho claro: não houve liquidações em cadeia nem choque sistêmico. A pressão vendedora vem principalmente da falta de compradores, da diminuição do momentum e do enfraquecimento da convicção, tornando a continuidade da queda um ponto que merece atenção.
Ao mesmo tempo, a reação do Bitcoin a fatores típicos como tensões geopolíticas, enfraquecimento do dólar e rebote de ativos de risco tem sido lenta. Os fundos não migraram de forma evidente para cripto‑ativos durante as recentes oscilações intensas de ouro e prata, reforçando a narrativa de um “desacoplamento” temporário e de diminuição do impacto marginal.

Neste artigo analisamos em profundidade a crise de confiança que surgiu após o Bitcoin romper níveis críticos, explorando os fatores estruturais da retração, as mudanças de sentimento de mercado e a correlação com ativos tradicionais, para ajudar o leitor a entender os riscos potenciais e os possíveis pontos de inflexão futuros. Continue a leitura.
Recorde de quedas consecutivas desde 2018
- Bitcoin tem experimentado vendas contínuas desde a forte queda iniciada em outubro.
- A queda de quase 11 % em janeiro marca o quarto mês consecutivo de desvalorização, estabelecendo o maior período de quedas sequenciais desde 2018.
Nesta retração não há um estopim evidente, liquidação em cadeia ou choque sistêmico. Observa‑se um fenômeno de desacoplamento entre o Bitcoin e os demais mercados financeiros tradicionais, com demanda em declínio e liquidez reduzida. O otimismo nas redes sociais está escasso, e a baixa não gerou entusiasmo por compras de oportunidade.
Profundidade de mercado encolheu mais de 30 % e a liquidez está em alerta
- Dados da Kaiko mostram que a profundidade de mercado caiu mais de 30 % em relação ao pico de outubro, nível não visto desde o colapso da FTX em 2022.
- O analista da Kaiko, Laurens Fraussen, apontou que, do pico de 2017 ao bear market de 2018‑2019, o volume de negociações à vista diminuiu 60 %‑70 %; já nos recuos de 2021‑2023, a contração ficou entre 30 %‑40 %.
“Do ponto de vista cíclico, costuma‑se observar a retração mais severa por volta de 50 %,” explicou Fraussen, “e já percorrermos cerca de 25 %.”
Ele estima que ainda serão necessários de 6 a 9 meses para que haja uma recuperação significativa; nos estágios finais de correção e acumulação, o volume de negociações deverá permanecer baixo.
Notícias regulatórias positivas não conseguem mascarar a fraqueza da demanda
Mesmo com o governo Trump adotando uma postura favorável às criptomoedas, gerando uma série de vitórias regulatórias e um aumento notório de investimentos institucionais, esses fatores não impediram a queda do Bitcoin. A maioria dos investidores acredita que o otimismo já foi precificado, e o preço estagnou após encontrar resistência nas altas.
- Os ETFs à vista continuam com fluxo líquido negativo, indicando que a confiança dos compradores tradicionais está diminuindo; muitas posições compradas em alta agora estão no vermelho.
- Empresas de ativos digitais que reduziram compras no último ano devido ao estouro de suas próprias bolhas de ações também enfraqueceram ainda mais o poder de compra do mercado.
O diretor da market‑making Wincent, Paul Howard, declarou: “Acredito que em 2026 não veremos o Bitcoin alcançar novos máximos.”
Competição por capitais aumenta e o cenário de recuperação parece sombrio
- Bitcoin levou 28 meses para se recuperar após o pico de 2021; após o boom dos ICOs em 2017, o período de recuperação foi próximo de três anos. Segundo esses parâmetros, a atual baixa ainda pode estar em fase inicial.
- Richard Hodges, fundador do Ferro BTC Volatility Fund, alerta que grandes detentores de Bitcoin precisam manter a paciência.
“A retomada de ações relacionadas à IA e os metais preciosos atraiu traders macro e de momentum,” explicou Hodges, “o Bitcoin virou notícia de três anos atrás, não o foco de hoje. Ações de IA, ouro e prata estão em forte alta.”
Os dados mostram que a volatilidade do Bitcoin está atualmente abaixo da do ouro e da prata, reduzindo sua atratividade como ferramenta de hedge de risco e como alvo especulativo.
---
Este é o fim do artigo. Para mais conteúdo sobre Bitcoin, procure por Bitaigen (比特根) ou continue navegando pelos artigos abaixo. Agradecemos seu acompanhamento e apoio contínuos!
Localização e conformidade:
- Pagamentos locais podem ser realizados via PIX (instantâneo 24 h), TED ou transferência em BRL.
- O processo de KYC aceita CPF + RG/CNH.
- Caso haja ganhos em criptoativos acima de R$35.000 por mês, lembre‑se da obrigatoriedade de declaração à Receita Federal, com tributação entre 15 % e 22,5 %.
Leitura Relacionada
- Bitcoin versus ouro: ativo de refúgio em tempos de incerteza
- Criptomoedas em teste de estresse: Bitcoin e Ethereum despencam
- Colapso da moeda iraniana: Por que o Bitcoin se torna refúgio seguro
💡 Cadastre-se na Binance com o código B2345 para o desconto máximo em taxas. Veja guia completo Binance.