
O Bitcoin ultrapassou US$96.000 (R$528.000) na segunda semana de janeiro, estabelecendo uma nova máxima para 2026. Indicadores on‑chain e de derivativos apontam para a continuidade da tendência de alta, enquanto a análise técnica mostra sinais claros de compra e as resistências foram enfraquecidas.
O ímpeto de recuperação do Bitcoin no início do ano se manteve até a segunda semana de janeiro, quando a criptomoeda atingiu, acima de US$96.000 (R$528.000), um recorde de 2026. Esse avanço criou uma estrutura de topos mais altos, interpretada por analistas técnicos como um sinal de alta inequívoco.

Gráfico diário do Bitcoin. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Pontos principais
- Bitcoin fechou o dia acima de US$95.000 (R$522.500), confirmando um topo mais alto e enfraquecendo a resistência recente.
- O volume líquido absorvido pela Binance ultrapassou brevemente US$5 bi (R$27,5 bi), ao mesmo tempo em que o open interest aumentou e a taxa de financiamento por hora recuou ao menor nível desde outubro de 2025.
- Acima de US$95.000 (R$522.500) a resistência é limitada; alguns analistas apontam que, tecnicamente, o preço pode almejar US$103.500 (R$569.250).
Neste artigo compilamos a visão completa da quebra de níveis críticos pelo Bitcoin, combinando dados de atividade on‑chain, posições em derivativos e taxas de financiamento. Analisamos a lógica por trás dos sinais de compra e avaliamos as possíveis áreas de resistência e suporte futuro. Através de um julgamento técnico sistematizado, ajudamos o leitor a identificar os pontos críticos da evolução de mercado. Recomendamos a continuação da leitura para acessar a análise completa.
Indicadores chave do Bitcoin sugerem continuação da alta
- Indicadores on‑chain mostram que o impulso de alta do Bitcoin está se reforçando. O prêmio da Coinbase, após vendas persistentes de 6 a 7 de janeiro, voltou gradualmente ao patamar normal. Ainda permanece negativo, mas a pressão vendedora diminuiu visivelmente, indicando que o medo dos investidores dos EUA está se atenuando.

Indicador de prêmio do Bitcoin na Coinbase. Fonte: CryptoQuant
- Fluxos de entrada: o volume médio semanal de Bitcoin entrando na Coinbase Advanced está cerca de 2,5 vezes acima da média de referência. Analistas apontam que picos semelhantes costumam anteceder movimentos de alta, liquidação de negociações off‑chain ou alocação em ETFs, e não vendas imediatas.
- Fluxos de stablecoins permanecem baixos, sinalizando que os investidores ainda estão em modo de espera. Historicamente, a liquidez das stablecoins costuma reagir com atraso aos influxos de Bitcoin; caso a demanda aumente, isso pode se transformar em um sinal condicional de alta.

Preço do Bitcoin e variação percentual do open interest. Fonte: Amr Taha/CryptoQuant
- Dados de derivativos: a absorção líquida da Binance expandiu-se significativamente, com velas de uma hora mostrando mais de US$5 bi (R$27,5 bi) de compras agressivas.
- Open interest cresceu em paralelo; historicamente, essas condições tendem a indicar continuação da tendência ao invés de reversão. Situações semelhantes no início deste mês precederam um salto rápido para US$96.000 (R$528.000).
- Taxa de financiamento: a taxa horária de financiamento do Bitcoin atingiu o nível mais baixo desde 17 de outubro de 2025, refletindo um crowding de posições curtas e uma postura mais cautelosa no uso de alavancagem. Quando a taxa retorna ao patamar normal, o preço costuma disparar, forçando os shorts a liquidarem e impulsionando ainda mais o preço.

Taxas de financiamento do Bitcoin em todas as exchanges. Fonte: CryptoQuant
Níveis de preço críticos que o BTC deve observar
- Curto prazo: a barreira de US$100.000 (R$550.000) está no centro das atenções do mercado.
- Zona de oferta superior: o intervalo entre US$103.300 (R$568.150) e US$107.500 (R$591.250) é visto como a próxima resistência principal. A faixa de US$95.000 (R$522.500) a US$103.300 (R$568.150) apresenta resistência relativamente fraca; se o momentum permanecer, há amplo espaço para expansão de preço.

Gráfico de 4 horas do Bitcoin. Fonte: Cointelegraph/TradingView
- Condições de liquidez: a liquidez geral nos mercados à vista e de futuros permanece baixa, tornando o BTC mais vulnerável a oscilações bruscas. A recente quebra de US$95.300 (R$524.150) liquidou cerca de US$2,7 bi (R$1,485 bi) de posições curtas, deslocando a próxima zona de concentração de liquidez a favor dos compradores.
- Áreas de suporte: entre US$92.500 (R$508.750) e US$90.000 (R$495.000) formou‑se um bloco de ordens diário, que pode atuar como suporte potencial para o próximo ponto de baixa mais alto do Bitcoin. Caso essa faixa se mantenha, a probabilidade de o preço ultrapassar US$100.000 (R$550.000) até o final do mês aumenta consideravelmente.
A análise acima demonstra como indicadores on‑chain e de derivativos reforçam o rompimento do Bitcoin acima de US$96.000 (R$528.000), estabelecendo um recorde para 2026. Para acompanhar as movimentações mais recentes do preço do Bitcoin, siga os demais artigos da Bitaigen (比特根).
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