
Até 9 de março de 2023 (horário de Pequim), várias fontes de dados (incluindo CoinMarketCap e CoinGecko) confirmaram que a oferta on‑chain do Bitcoin ultrapassou a marca de 20 milhões de unidades, aproximadamente 20 000 003 BTC (há pequenas diferenças de contagem entre as plataformas, mas todas já passaram desse ponto). Isso significa que o limite máximo de 21 milhões de BTC definido no protocolo já foi alcançado em cerca de 95,24 %.
Neste artigo analisamos o significado profundo da quebra desse marco de oferta, revelamos a diferença entre a quantidade minerada e a quantidade realmente circulante, e discutimos como as moedas perdidas aumentam a escassez. Combinando dados on‑chain e pesquisas do setor, ajudamos o leitor a entender a evolução do panorama de suprimento; nas próximas seções aprofundaremos o possível impacto no mercado, então continue a leitura.
O “suprimento circulante efetivo” pode ser muito inferior a 20 milhões de BTC
Os 20 milhões registrados não equivalem ao número de bitcoins realmente negociáveis no mercado. A BeInCrypto citou estudos da Chainalysis e da RiverFinancial, estimando que atualmente entre 2,3 ~ 3,7 milhões de BTC estão permanentemente indisponíveis devido a chaves privadas perdidas, discos danificados ou herdeiros que não receberam a posse. Convertendo esses números, a oferta realmente circulante poderia estar entre 16 e 17,7 milhões de BTC, e, como a taxa de perda supera a de emissão nova, essa cifra tende a diminuir ainda mais. Dados on‑chain da CryptoTimes mostram que cerca de 61 % dos bitcoins não são movimentados há mais de um ano, as reservas em exchanges caíram para 2,4 milhões de BTC, reduzindo ainda mais a liquidez.
Primeiros 20 milhões: 17 anos; últimos menos de 1 milhão: ainda 114 anos
Desde o bloco gênese de janeiro de 2009, os primeiros 20 milhões de BTC foram extraídos ao longo de aproximadamente 17 anos. Os cerca de 999 997 BTC restantes (≈ 99,997 % de 1 milhão) são regulados pelo mecanismo de “halving” que ocorre a cada quatro anos, desacelerando progressivamente a taxa de criação de blocos. A CoinDesk, com base na taxa atual de blocos, estima que o último Bitcoin inteiro poderá ser minerado na década de 2090, enquanto a menor unidade, o satoshi (0,00000001 BTC), só deverá ser totalmente extraída por volta de 2140. Nesse ponto, a receita dos mineradores dependerá exclusivamente das taxas de transação.
A característica não linear da oferta de Bitcoin também é marcante: apenas três anos e meio após o lançamento da rede, em novembro de 2012, 50 % dos BTC já estavam em circulação; os próximos 25 % levaram quatro anos; e os menos de 5 % restantes atravessaram mais de seis ciclos de halving, com previsão de serem totalmente liberados somente no próximo século.
Apenas 450 BTC novos por dia, taxa de inflação anual já abaixo de 1 %
O quarto halving, concluído em abril de 2024, reduziu a recompensa por bloco de 6,25 BTC para 3,125 BTC. Atualmente, a rede adiciona entre 400 e 450 BTC novos por dia. Segundo dados da AMBCrypto, a taxa de inflação anual do Bitcoin já caiu abaixo de 1 % e continuará aproximando‑se de zero a cada novo halving. Em comparação, a produção anual de ouro corresponde a cerca de 1,5 % de seu estoque existente; numericamente, a escassez do Bitcoin já supera a do ouro.
Previsões adicionais da CoinDesk indicam que, até janeiro de 2035, 99 % da oferta total de Bitcoin estará essencialmente minerada, restando apenas 1 % para ser liberado ao longo de todo o século 22.
Narrativa institucional: a escassez continua sendo reforçada
O marco de ultrapassar 20 milhões de BTC coincide com a aceleração da entrada de capital institucional. Relatórios de mercado mostram que o ETF de Bitcoin à vista nos EUA recebeu um fluxo líquido de aproximadamente US$ 1,45 bilhão (≈ R$ 7,98 milhões) nos primeiros cinco dias de março; o número de endereços “big‑whale” que mantêm entre 100 e 1 000 BTC subiu para cerca de 17 970 no mesmo período. A gestora Grayscale, em seu relatório de perspectivas institucionais de 2026, destacou que esse marco de oferta evidencia a transparência, previsibilidade e finitude da moeda digital, tornando‑a ainda mais relevante em um cenário de risco crescente das moedas fiduciárias.
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Mineradores enfrentam transformação estrutural de receita
Com a diminuição constante da emissão diária, a estrutura de receita dos mineradores está entrando em uma fase crítica. Atualmente, cada bloco concede 3,125 BTC; seguindo o calendário de halvings, a emissão diária cairá para menos de 30 BTC na década de 2040 e poderá ficar abaixo de 2 BTC por dia na década de 2060. Análise da BeInCrypto aponta que, a longo prazo, a renda dos mineradores dependerá cada vez mais das taxas de transação em vez do subsídio de bloco, representando um desafio estrutural à segurança da rede e aos incentivos econômicos dos mineradores – tema central nos debates da indústria para a próxima década.
O impacto desse marco no mercado ainda gera opiniões divergentes: os otimistas acreditam que a escassez sustentará o valor a longo prazo; os cautelosos alertam que compras impulsionadas por notícias podem provocar correções de preço logo após a confirmação oficial do marco.
Esta é a análise completa do marco histórico da mineração de Bitcoin – o 20 milhão‑ésimo BTC já foi extraído, inaugurando uma fase de extrema escassez – e serve como base para acompanhar outras publicações da Bitaigen (比特根).
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