
Bitcoin está enfrentando, nesta semana, uma disputa de liquidez próximo da marca de 80.000 dólares (≈ R$440.000), impulsionada por choques tarifários, teste de níveis de suporte, comportamento do ouro, dados macro dos EUA e mudanças na estrutura de mercado.
Nesta análise compilamos os múltiplos fatores que levaram o Bitcoin a se aproximar do nível crítico de oitenta mil dólares, incluindo impactos tarifários, correlação com o ouro, indicadores macro e alterações na estrutura on‑chain. Por meio de gráficos e métricas de cadeia, ajudamos o leitor a identificar rapidamente os principais riscos e oportunidades da semana. Nos capítulos seguintes detalharemos cada ponto e seu potencial impacto – vale a leitura cuidadosa.
Visão geral dos pontos principais
- Bitcoin rompeu a barreira dos 92.000 dólares (≈ R$506.000), e traders alertam que suportes mais profundos podem ser pressionados novamente.
- A disputa tarifária voltou à tona, e a maioria dos analistas espera maior volatilidade até que o ciclo de alta dos ativos de risco retome.
- Ouro e prata atingiram máximas históricas simultâneas, levando alguns investidores a acreditar que Bitcoin seguirá o mesmo caminho de valorização.
- O tema da redução de juros pelo Fed saiu dos holofotes, enquanto novos dados macro dos EUA estão programados para divulgação.
- Indicadores on‑chain mostram que Bitcoin já estabeleceu bases estruturais para uma alta sustentada.
Evolução do preço do Bitcoin: volatilidade inevitável
Com a abertura dos contratos futuros nos EUA, Bitcoin sofreu uma queda acentuada – exatamente o movimento que a maioria dos analistas esperava com base nas previsões das negociações tarifárias.
- Em 2025, múltiplos conflitos comerciais provocaram quedas generalizadas nos ativos de risco.
- Dados do TradingView mostram que o par BTC/USD rompeu brevemente a marca de 92.000 dólares (≈ R$506.000) antes de recuperar parte da perda.

Gráfico horário BTC/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
O trader CrypNuevo escreveu no X: “Preparem‑se para uma volatilidade intensa esta semana!” Ele acredita que, com o feriado de Martin Luther King Jr. nos EUA, a reação do mercado de ações será postergada para terça‑feira.
“O mercado não gosta de incerteza, mas prefere que a incerteza desapareça. Por isso, penso que parte da pressão de baixa vai puxar o preço de volta para a faixa, possivelmente alcançando o fundo da zona, antes que um verdadeiro reversal ocorra.”
Níveis de suporte críticos
- Preço de abertura anual de 2026, em torno de 87.000 dólares (≈ R$478.500)
- Fundo da faixa em 80.500 dólares (≈ R$442.750)

Gráfico diário BTC/USDT. Fonte: CrypNuevo/X
O livro de ofertas indica que as liquidações de posições longas abaixo do preço de abertura anual estão se acelerando, aumentando o risco de saída de liquidez.
“Considerando todos os fatores, o cenário mais provável é que o mercado de ações entre em um ajuste lateral, Bitcoin recua para a faixa e negociará próximo ao fundo nos próximos semanas.” — CrypNuevo

Dados de liquidez do livro de ofertas de Bitcoin. Fonte: CrypNuevo/X
O trader Daan Crypto Trades reforça que o nível de ruptura chave anterior – a abertura anual de 2025 em 93.500 dólares (≈ R$514.250) – já foi violado.
“Com a reação dos mercados financeiros tradicionais ao novo tarifário no fim de semana, Bitcoin despencou diretamente do preço de abertura dos futuros. O preço atual encontra suporte na média móvel de 200 dias no gráfico de 4 h, mas já rompeu a zona de ruptura.”
“Depois de dois meses de consolidação, os compradores precisam defender essa ruptura. Se o preço cair abaixo de 93.000–94.000 dólares (≈ R$511.500–R$517.000), será apenas mais um ponto de captura de liquidez dentro de uma queda maior.”
O choque tarifário gera caos durante a semana
Tensões entre EUA e Europa por causa da questão da Groenlândia reacenderam a guerra tarifária, tornando‑se foco principal dos traders de ativos de risco.
- Na noite de domingo, após a abertura dos futuros, o mercado já mostrava volatilidade; apesar da bolsa de Nova‑York estar fechada na segunda‑feira devido ao feriado, o efeito persiste.
- Os EUA planejam, a partir de 1 de fevereiro, impor tarifas de até 25 % sobre importações da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.
Segundo a Cointelegraph, ao longo de 2025, criptomoedas e ações demonstraram alta sensibilidade a notícias tarifárias. Em abril de 2025, após o “Dia da Libertação Tarifária” promovido por Trump, Bitcoin rompeu a marca de 75.000 dólares (≈ R$412.500), registrando novo mínimo.

Gráfico diário dos futuros do S&P 500. Fonte: Cointelegraph/TradingView
O recurso “Carta de Cobey” aponta que a “tática tarifária” de Trump segue um padrão fixo de pressão comercial, e que cada venda emocional do mercado apresenta características semelhantes.
“O sentimento de mercado pode gerar vendas de curto prazo, mas como há tempo para absorção, o impacto pode ser limitado.”
O manual descreve 12 fases que se estendem por semanas, durante as quais o mercado experimentará múltiplos períodos de fraqueza, culminando em um cenário favorável aos ativos de risco.
Metais preciosos atingem máximas históricas
Mesmo com os ativos de risco em baixa, ouro e prata se beneficiam do cenário turbulento atual.
- No início da semana, o ouro chegou próximo de 5.000 dólares por onça (≈ R$27.500) pela primeira vez.
- A prata estabeleceu nova alta histórica em 94 dólares (≈ R$517) por onça.
“O ouro continua a contar o futuro.” — Cobey

Gráfico diário XAU/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Comparado ao Bitcoin, o ouro ainda está ligeiramente abaixo de seu pico de dois anos, mas desde agosto de 2025, o ouro cotado em BTC quase dobrou de valor.

Gráfico semanal XAU/BTC. Fonte: Cointelegraph/TradingView
O economista de rede Timothy Peterson acredita que ainda há potencial para o Bitcoin alcançar a trajetória histórica do ouro.
“As linhas de tendência de Bitcoin e ouro são quase coincidentes; ambos avançam na mesma direção, apenas por caminhos diferentes.”

Gráfico comparativo Bitcoin × ouro. Fonte: Timothy Peterson/X
Peterson projeta ainda que o ouro pode iniciar um ciclo de alta de pelo menos cinco anos, enquanto o mercado de ações deve permanecer em tendência de longo prazo.
Decisão de juros do Fed e sinais mistos de inflação
Nesta semana, os principais indicadores macro dos EUA serão divulgados como “preferidos” pelo Fed.
- O índice de despesas de consumo pessoal (PCE) de novembro será publicado na quinta‑feira, acompanhado dos pedidos iniciais de auxílio‑desemprego e dos dados preliminares do PIB do terceiro trimestre.
- Mesmo sem um catalisador tarifário imediato, o ambiente macro apresenta contradições: bolsas em alta, mas políticas monetárias e fiscais do Fed e do governo sob pressão inédita; a incerteza geopolítica no Oriente Médio também se intensifica.
A Mosaic Asset, em seu último boletim, destaca que, apesar da atenção dos investidores às flutuações provocadas por tarifas e geopolitica, o sentimento geral do mercado permanece altamente otimista.
“Commodities estão rompendo barreiras, e essa tendência deve impactar significativamente as perspectivas inflacionárias.”
A Cointelegraph relata que os indicadores de inflação CPI e PPI de novembro apresentam divergência. A maioria dos analistas espera que o Fed mantenha a taxa de juros atual na reunião de janeiro, o que oferece suporte limitado de liquidez para cripto‑ativos e demais ativos de risco.

Probabilidade da taxa‑alvo do FOMC de janeiro (FedWatch CME). Fonte: CME Group
Estrutura de mercado do Bitcoin tende a se tornar saudável
A plataforma de análise on‑chain CryptoQuant aponta que, com o preço se aproximando de 98.000 dólares (≈ R$539.000) na semana passada, os compradores estão reconquistando gradualmente o controle do mercado.
“O recente rebound não foi impulsionado por alavancagem em futuros, mas sim por uma recuperação real da demanda no mercado à vista.” — COINDREAM
Os dados de CVD (Cumulative Volume Delta) demonstram que o CVD à vista mudou de dominância vendedora para compradora, seguido logo depois pelo CVD dos futuros, sinalizando o início de uma fase de recuperação da demanda.

Screenshot dos dados de CVD do Bitcoin. Fonte: CryptoQuant
Além disso, os contratos derivados cotados em Bitcoin viram seu Open Interest (OI) cair cerca de 17,5 % desde o pico.
“A redução gradual do OI indica que o apetite ao risco está lentamente se reerguendo.” — Darkfost
Se essa tendência se mantiver e se intensificar, poderá oferecer suporte adicional ao viés de alta, embora o rebound atual ainda seja relativamente moderado.

Screenshot dos dados de Open Interest do Bitcoin. Fonte: CryptoQuant
Esta é a tradução completa do artigo “Bitcoin e a nova ‘corrida por liquidez’ de 80.000 dólares: 5 coisas que você precisa saber esta semana”. Para acompanhar mais análises sobre o movimento recente do Bitcoin e pontos de liquidez, continue acompanhando os demais conteúdos da Bitaigen (Bitagên).
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Observação para investidores brasileiros
Plataformas de negociação de criptomoedas no Brasil costumam aceitar pagamentos via PIX (instantâneo 24 h), TED e transferências em BRL. O procedimento de verificação de identidade (KYC) normalmente requer CPF e RG ou CNH. Caso obtenha ganhos superiores a R$35.000 por mês, lembre‑se da obrigação de declarar à Receita Federal, com alíquotas variando entre **15 % e 22,
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