Até fevereiro de 2026, o mercado cripto parece ter entrado em um inverno rigoroso. O ETH caiu abaixo de US$ 1.900 (≈ R$ 10.450) e o início do ano registrou um dos piores desempenhos históricos, com queda de mais de 60 % em relação ao pico de 2025.
O sentimento do mercado está de pânico extremo, e até mesmo vendas internas intensificaram ainda mais a pressão.
Neste artigo analisamos profundamente a queda atual do Ethereum, combinando análise técnica e atividade on‑chain, explicando por que ainda acreditamos em seu potencial de longo prazo e oferecendo ideias para posicionamento em níveis baixos. Para conhecer recomendações operacionais específicas e a lógica por trás delas, continue a leitura. Também faremos comparações com ciclos históricos para ajudar o leitor a formar um julgamento mais completo.
1. Primeiro, a análise técnica
Esse é o ponto que enfatizo repetidamente na comunidade: nos gráficos de velas observamos quedas bruscas, seguida de consolidação; a recente descida encaixa exatamente na “última queda” esperada. O que posso fazer é lembrar a todos de manter suas posições, e até mesmo aproveitar esse período para executar um DCA (Dollar‑Cost Averaging) bem‑sucedido. Vale observar o comportamento de 2022, pois esta será a última queda evidente.

2. Depois, o panorama macro
O número de endereços ativos diários do Ethereum em fevereiro manteve‑se entre 550 mil‑700 mil+ (rede principal), tendo chegado perto ou ultrapassado a marca de 1 milhão+ no início de janeiro‑fevereiro. As médias móveis de 7 e 30 dias ainda sobem, indicando que usuários reais e DApps continuam aumentando sua atividade.

Em 7 de fevereiro, o volume diário atingiu US$ 2,896 milhões (≈ R$ 15,9 milhões), recorde histórico; em 22 de fevereiro, ainda permanecia acima de US$ 1,7 milhão (≈ R$ 9,35 milhões). No início de 2026, o cenário geral mostrou recuperação significativa em relação ao mesmo período de 2025, com stablecoins e atividades em L2 sendo os principais motores.

A oferta total de stablecoins na cadeia do ETH está em torno de US$ 158‑183 bilhões (≈ R$ 869‑1.007 bilhões), representando mais de 50 % do total global, e tem subido continuamente em 2025‑2026, atingindo novos máximos, o que demonstra demanda ainda em expansão.

As reservas de ETH nas exchanges continuam em queda, totalizando 16,2 milhões de ETH no ano, o nível mais baixo desde 2016, e ainda apresentando fluxo líquido de saída no início de 2026.

Juntando o cenário de staking, a oferta efetivamente líquida ficou muito mais restrita (cerca de 45 %+ do ETH está agora ilíquido). Embora o preço do ETH enfrente pressão no curto prazo, até fevereiro de 2026 a base da rede está posicionada como se estivesse na véspera de uma explosão.
3. Instituições estão comprando, não fugindo
Enquanto o medo domina os pequenos investidores, as instituições continuam montando posições. Os fluxos de entrada em ETFs retomaram, e cofres corporativos estão alocando ETH em níveis baixos. Bancos e outras instituições financeiras tradicionais seguem lançando produtos tokenizados sobre a rede Ethereum.

Em janeiro, o fluxo líquido foi de US$ 253 milhões de saída (≈ R$ 1,39 bilhões), mas em 17 de fevereiro houve uma entrada de US$ 48,63 milhões (≈ R$ 267,5 milhões) – liderada pela BlackRock ETHA com US$ 22,89 milhões (≈ R$ 125,9 milhões) em um único dia. Em 13 de fevereiro, também registrou entrada de US$ 10,26 milhões (≈ R$ 56,4 milhões).
Apesar da volatilidade recente, os fluxos positivos ou neutros se repetiram várias vezes, e o total de ativos sob gestão ainda supera US$ 115 bilhões (≈ R$ 632,5 bilhões), indicando que as instituições começaram a reentrar ao redor de US$ 1.900.
4. Foco no roadmap de 2026
As próximas atualizações visam:
- Aumentar o limite de Gas
- Fortalecer a interoperabilidade entre L2s
- Expandir a infraestrutura de provas de zero‑knowledge
- Introduzir Account Abstraction
- Garantir segurança contra ataques quânticos
“Harden the L1”: criptografia pós‑quântica, resistência à censura (FOCIL), e testes de resiliência da rede. Vitalik Buterin também enfatiza que “não se trata mais de escolher entre UX e segurança, mas de melhorar a UX enquanto aumentamos a segurança”.

Portanto, desde que o ambiente macroeconômico permaneça estável e o capital retorne, o ETH não precisará depender de especulação para se valorizar – basta um re‑precificação.
Não se trata de otimismo cego; acredito firmemente que o inverno costuma ser o ponto de partida para o maior rebote.
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Observação de adaptação local
- Formas de pagamento aceitas: PIX (instantâneo 24 h), TED e pagamentos em BRL.
- KYC: CPF + RG ou CNH.
- Impostos: Ganhos de criptoativos acima de R$ 35.000 por mês são tributáveis entre 15 % e 22,5 %; é obrigatório declarar à Receita Federal.
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⚠️ Aviso de risco: Os preços das criptomoedas são muito voláteis. Isso não é aconselhamento de investimento.