
Nesta matéria resumimos os pontos centrais do discurso do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neil Kashkari, no Fórum de Perspectivas Econômicas do Centro‑Oeste. Damos destaque ao contraste entre suas avaliações sobre criptomoedas, stablecoins e inteligência artificial. Por meio de exemplos práticos, mostramos o custo real das stablecoins em remessas internacionais, ajudando o leitor a entender as últimas reflexões regulatórias. Em seguida, analisaremos os possíveis impactos setoriais dessas posições, o que torna a leitura recomendada.
Principais argumentos de Kashkari no Fórum de Perspectivas Econômicas do Centro‑Oeste
No encontro de 2026, o presidente do Federal Reserve Bank de Minneapolis, Neil Kashkari, colocou a inteligência artificial lado a lado com as criptomoedas, declarando que estas “há mais de dez anos não têm nenhum valor prático”. Ele ressaltou que, embora a IA tenha um tempo de desenvolvimento ainda curto, já está inserida no cotidiano das pessoas e demonstra potencial para gerar impactos positivos de longo prazo na economia dos Estados Unidos.
Questionamento sobre a utilidade das stablecoins
Kashkari avançou criticando a praticidade das stablecoins, afirmando que seus supostos “casos de uso” não passam de “um amontoado de palavras da moda”. Como exemplo, disse: “Posso enviar 5 USD (aproximadamente R$27,5) para qualquer pessoa via Venmo, PayPal ou Zelle, e isso já é extremamente simples. O que as stablecoins realmente oferecem de valor exclusivo?” Ele classificou as respostas que ouviu como “jargões vazios”, citando conceitos como depósitos tokenizados.
Remessas não são solução mágica
Ao abordar a ideia de que stablecoins poderiam ser usadas para transferências internacionais, Kashkari apontou que esse tipo de serviço beneficia principalmente usuários fora dos EUA e que os custos não são tão baixos quanto se anuncia. Ele relatou a experiência de seu sogro nas Filipinas: embora o dinheiro em stablecoin chegasse rapidamente, ainda era necessário pagar taxas para convertê‑lo em moeda local antes de poder consumi‑lo.
O dilema da padronização global de pagamentos
Kashkari argumenta que, se o mundo inteiro adotasse a mesma moeda ou plataforma de pagamento, os atritos nas transações desapareceriam naturalmente. Contudo, ele alerta que é improvável que outros países abandonem suas políticas monetárias para migrar para stablecoins, o que torna a chamada “solução de pagamento global única” difícil de ser concretizada. No contexto brasileiro, opções como PIX (pagamento instantâneo 24 h) e TED já oferecem alta velocidade e baixo custo dentro do país, mas a adoção de um padrão único global exigiria mudanças estruturais muito mais profundas.
Conclusão
Ao tratar de criptomoedas e stablecoins, Kashkari recomenda que se volte ao questionamento mais básico e se evite ser enganado por respostas vagas. Em contraste, ele mantém uma postura otimista em relação à inteligência artificial, acreditando que ela continuará a injetar energia real e duradoura na economia americana.

Neil Kashkari (à esquerda) falando na quinta‑feira no Fórum de Perspectivas Econômicas do Centro‑Oeste
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“Em qualquer discussão sobre criptomoedas ou stablecoins, a primeira pergunta deve ser a mais fundamental; não se deixe enganar por respostas vazias.” — Neil Kashkari
*Observação fiscal:* Caso algum investidor brasileiro receba rendimentos ou ganhos provenientes de criptoativos que superem R$ 35.000 por mês, é obrigatório declarar à Receita Federal, com alíquotas entre 15 % e 22,5 % sobre o lucro.
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*Informações de pagamento e KYC:* Para transações envolvendo moedas fiduciárias no Brasil, são aceitos PIX (instantâneo 24 h) e TED. O processo de verificação de identidade (KYC) requer CPF e RG ou CNH.
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