Analisamos, sob a perspectiva da indústria, o mais recente aporte da ICE na OKX, investigando a lógica de valor por trás da sua listagem nos EUA e a competição de posicionamento com seus rivais. O texto completo ajudará o leitor a entender se a avaliação é justa – continue a leitura. Também avaliaremos o potencial impacto da estratégia da ICE nas tendências regulatórias do setor.

A controladora da Bolsa de Nova York, ICE (Intercontinental Exchange), aumentou recentemente seu interesse no mercado de criptoativos. Primeiro, investiu 2 bilhões de dólares (≈ 11 bilhões de reais) na Polymarket, líder em previsões de mercado, elevando sua avaliação para cerca de 9 bilhões de dólares (≈ 49,5 bilhões de reais). Em seguida, aportou recursos na plataforma de negociação de criptomoedas OKX, fazendo com que a avaliação de uma das exchanges mais conhecidas na região de língua chinesa alcançasse aproximadamente 25 bilhões de dólares (≈ 137,5 bilhões de reais).
A OKX está prestes a abrir capital nos Estados Unidos, algo já esperado há algum tempo. Esse financiamento da ICE, aliado à iminente listagem na bolsa americana, faz, como aponta a *Fortune*, da OKX uma “plataforma offshore da Ásia Oriental” uma ponte global que operará em conformidade nos EUA.
Em resumo, os Estados Unidos se tornarão o novo lar da OKX.
Vale notar que o maior concorrente global, Binance, tem presença quase nula naquele mercado, e já surgiram alguns gigantes preparados para atuar intensamente:
- Coinbase: atualmente a líder das plataformas americanas, conta com apoio da BlackRock e seu CEO possui força para competir com todo o setor.
- Kraken: segunda maior exchange regulada, pretende concluir seu IPO no primeiro trimestre.
- Upbit: prestes a ser listada nos EUA, demonstra forte rentabilidade e, após um roubo de US$ 3 600 (≈ R$ 19.800), recuperou o valor em apenas duas semanas.
- Além de plataformas já listadas, porém de impacto menor, como Gemini e Bullish, e, claro, a própria OKX que está a caminho da listagem.
Então, a avaliação de 25 bilhões de dólares é cara ou barata?

Segundo a compilação de dados da BlockBeats para 2025, a avaliação de 25 bilhões de dólares (≈ 137,5 bilhões de reais) da OKX não parece excessiva.
- Coinbase tem volume de negociação à vista similar ao da OKX, mas seu volume de contratos é quase inexistente; sua capitalização chega a 55 bilhões de dólares (≈ 302,5 bilhões de reais), o dobro da OKX.
- Kraken é superada pela OKX tanto em volume à vista quanto em contratos, e possui avaliação de cerca de 20 bilhões de dólares (≈ 110 bilhões de reais), apenas 20 % inferior à da OKX.
- Upbit, maior exchange da Coreia do Sul, não oferece negócios de contratos e tem rentabilidade inferior; sua avaliação é de 10,7 bilhões de dólares (≈ 58,85 bilhões de reais), menos da metade da OKX.
- Robinhood conta com 23 milhões de usuários, mas seu volume de cripto em 2025 foi de apenas 82 bilhões de dólares, dificultando comparações diretas.
Com base nos dados públicos, a OKX já possui a maior base de usuários, ainda sem penetração significativa nos EUA. Comparada às bases de clientes da Coinbase e da Kraken, a OKX tem dezenas de milhões de usuários potenciais ainda por conquistar.
Em outras palavras, o mercado acionário americano está prestes a receber uma plataforma cujo número de usuários pode ser duas vezes maior que o da Coinbase, com volume total de negociações muito superior, mas com avaliação apenas metade da concorrente.
O calendário exato da listagem da OKX ainda não foi definido. Observando o progresso da Polymarket, a probabilidade de concluir o IPO ainda este ano é baixa. Rumores anteriores sugeriam que a data poderia ser adiada para 2028, possivelmente um ano mais favorável ao ecossistema cripto.
A concretização depende da narrativa do setor – ponto central do interesse da ICE. A reportagem destaca que o investimento visa impulsionar negócios de negociação de ações baseadas em blockchain, ou seja, a tokenização de ações.
O fundador e CEO da OKX, Star, compartilhou a mesma visão, afirmando que a exchange pretende oferecer a mais de 120 milhões de usuários globais acesso ao mercado futuro da ICE nos EUA e ao mercado de ações tokenizadas da NYSE, tudo dentro de um arcabouço regulatório, explorando a convergência entre finanças tradicionais e infraestrutura de ativos digitais.
A fusão entre TradFi (finanças tradicionais) e Crypto (cripto) já não é uma questão de “se acontecerá”, mas de “até que ponto”. Algumas plataformas perceberam essa tendência anos atrás, acreditando que o maior concorrente futuro seria a Nasdaq, e criaram uma “Nasdaq on-chain”, atingindo avaliação de cerca de 32 bilhões de dólares. Embora tenham cometido erros que impediram a continuidade, o conceito de Nasdaq on-chain tornou‑se uma rota inevitável no universo cripto, e a disputa por liderar essa nova narrativa está em aberto.
A trajetória da OKX tem sido marcada por desafios, mas continua sendo um caso digno de atenção.
O fundador Star, hoje com 41 anos, fundou a empresa em 2013, passou por três rebrandings e expandiu suas operações para múltiplas jurisdições regulatórias. Em um episódio notório, a empresa pagou US$ 500 milhões (≈ R$ 2,75 bilhões) em multa ao Departamento de Justiça dos EUA por irregularidades, culminando na decisão de abrir capital nos Estados Unidos – uma história que por si só serve como exemplo de superação.
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