
Recentemente, várias instituições financeiras de grande porte em Wall Street declararam que pretendem incorporar tecnologias de blockchain e tokenização em seus negócios. Órgãos reguladores e legisladores dos Estados Unidos também têm colaborado ativamente, impulsionando a implementação desses projetos. Embora o entusiasmo interno do setor continue alto, a percepção dos investidores tradicionais sobre essa tendência ainda é lenta e, muitas vezes, carregada de ceticismo.
O diretor de investimentos da Bitwise, Matt Hogan, apontou que o mercado de capitais tradicional ainda não reconheceu plenamente o impacto profundo que os ativos cripto podem ter no sistema financeiro. “Este pode ser o momento ideal para entender a futura forma desta tecnologia”, afirmou em entrevista. Hogan reforçou que a voz de Wall Street já mudou: “O setor financeiro está avançando de forma abrangente para a cadeia, e não mais em tentativas pontuais.” Ainda assim, muitos investidores convencionais não captaram essa onda.
Ele descreveu que parte desses investidores ainda sofre de “viés de ancoragem”, permanecendo presa a estereótipos antigos sobre criptomoedas – quando eram vistas principalmente como ferramentas de hackers e da dark web. Hogan brincou: “Eles ainda imaginam cripto como tatuagens punk e skatistas, sem perceber que hoje essas pessoas já estão carecas, de terno, e participam da construção da infraestrutura que sustentará a próxima geração dos mercados de capitais.”
Neste artigo compilamos as declarações públicas recentes de Wall Street sobre blockchain e tokenização, e analisamos por que investidores tradicionais ainda permanecem em posição de observação. Através da perspectiva dos executivos da Bitwise, mostramos o fosso entre a percepção interna da indústria e a externa, ajudando o leitor a entender a lógica profunda por trás das movimentações institucionais. Nos capítulos seguintes, aprofundaremos a interação entre regulação e mercado.
Investidores cripto ainda não registraram essa mudança
Na visão de Hogan, até mesmo os próprios investidores do universo cripto não perceberam a tempo essa transformação estrutural. No passado, o interesse breve das instituições por cripto gerou um “síndrome do lobo”, fazendo com que novos compromissos institucionais fossem tratados como ruído e perdessem credibilidade.
Paralelamente, os principais players financeiros já estão migrando ativos para a cadeia dentro do framework de “projetos de criptomoedas” liderado pela SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA). O presidente do projeto, Paul Atkin, revelou que o plano, com início previsto para julho, tem como objetivo “impulsionar a transição do mercado financeiro americano para a blockchain”. Ele acrescentou que o valor dos ativos tokenizados na cadeia – incluindo títulos do Tesouro dos EUA e commodities – já está próximo de 20 bilhões de dólares (≈ R$110 bilhões) e que se espera que esse número ultrapasse quatro vezes até 2025.

O gráfico apresentado por Hogan mostra que a curva de valorização dos ativos tokenizados na cadeia “é mais íngreme que o Monte Everest”. Ele aponta que o volume de capital circulante atualmente nos ETFs, ações e mercados de dívida já atinge centenas de trilhões de dólares; mesmo que esse mercado cresça mil vezes, ainda há espaço significativo para expansão.
Hogan também destacou que a BlackRock e a Apollo Credit Management já lançaram fundos de tokenização na cadeia com décimos de bilhões de dólares sob gestão; bancos como JPMorgan, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo estão negociando ativamente negócios envolvendo stablecoins. Ele conclui que a discrepância entre a percepção externa sobre cripto e o progresso real oferece uma oportunidade estratégica importante – não se trata de escolher rapidamente um suposto “vencedor”, mas de posicionar-se de forma ampla enquanto o mercado ainda não avaliou totalmente essa mudança estrutural.
Esses são os pontos centrais do relatório da Bitwise: Wall Street está aumentando seu apoio às tecnologias cripto, porém investidores como um todo permanecem cautelosos e céticos. Para análises mais aprofundadas sobre a interação entre Wall Street e criptomoedas, siga a Bitaigen (比特根) e suas séries temáticas.
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